quinta-feira, 30 de maio de 2019

Albuns essenciais (Parte 1)

Escutar obra completa do pai, criador e principal referência para os guitarristas de jazz manouche Django Reinhardt é uma 'atividade óbvia". O legado do mestre cresce a cada dia com fantásticos músicos e essa primeira lista de essenciais é a prova disso, vale a pena cada nota!
Os álbuns não estão listados em ordem de preferência ou qualquer outro tipo de categoria.


Todos trabalhos de Angelo são uma aula de técnica, time e frases 'nervosas' cheias de bom gosto, mas certamente esse álbum de estreia produzido por Jon Larsen e lançado pela Hot Club Records é um marco no estilo. Acompanhado de Serge Camps na guitarra rítmica e Frank Anastasio no contrabaixo é uma aula de jazz manouche.









Bireli Lagrene é uma dos maiores nomes do jazz manouche, em um dos concertos da turne de promoção do álbum Gipsy Project & Friends aconteceu o lendário concerto no Jazz a vienne na França onde Bireli reuniu um super time de gypsy jazz players como: Angelo Debarre, Tchavolo, Dorada e Samsom Schmitt, Richard Galliano, Sylvain Luc, Florin Niculescu, e outros, esse concerto registrado em video em 2002 é um dos marcos dos 'novos' tempos depois que o jazz manouche voltou a ser redescoberto na década de 80.







Considerado pela crítica especializada como o maior guitarrista do mundo quando tinha pouco mais de 20 anos e ter surtado pelo uso de drogas fez de Jimmy Rosenberg uma lenda viva do jazz manoche, depois de mais de 10 anos fora do cenário em clínicas de reabilitação e reclusão, em 2019 Jimmy reapareceu e acendeu as esperanças de fãs. O álbum "Trio" de 2004 apresenta o fantástico guitarrista na sua melhor forma.



Moreno Winterstein acompanhou com Tchan Tchou Vidal por alguns anos, essa experiência com uma das principais referências do jazz manouche influenciou e formou seu estilo próprio de tocar. Super álbum.








Certamente uma das maiores revelações do jazz manouche dos tempos recentes, o jovem prodígio Antonie Boyer lançou em 2012 "Sita" que é seu terceiro álbum e lhe rendeu diversas premiações como "Revelation" da Jazzman Magazine "Revelation 2012 pela revista Guitarist Acoustic, bem merecido por este álbum gravado por um jovem com menos de vinte anos.




Essa é apenas a primeira lista de dicas de álbuns desse universo manouche que cresce a cada dia em todo mundo, Aproveite ....em breve a lista continua!

sexta-feira, 17 de maio de 2019

"LA MUSIQUE TOUJOURS VIVANTE DE LOUIS PLESSIER"


A pedido da esposa de Louis Plessier tive a honrosa tarefa de produzir e gravar um álbum com  composições inéditas do mestre Louis Plessier, quem o conheceu sabe o músico realmente ímpar que era, que de maneira totalmente intuitiva ele podia compor quantas melodias quisesse a qualquer momento, sim, quantas ele quisesse! Uma após a outra as "mais belas" linhas melódicas brotavam como presentes do céu. Louis era 100% autodidata e como muitos manouches "não sabia" nome de escalas e acordes...sabia fazer música como poucos!

Eu e Plessier tocamos muitas e muitas vezes juntos posso dizer humildemente que sei a visão que ele tinha em relação a música, improvisação, execução, os pensamentos e a vida... tudo tinha que estar conectado e ao mesmo tempo totalmente livre e sem retoques, o modo "manouche" de olhar a vida foi o que deu a orientação e conduziu todo processo.
Em resumo sobre este álbum de 13 composições inéditas:
- 3 músicas gravadas em duo Louis Plessier & Mauro Albert em 2013
- 5 músicas/ improvisos restaurados de Louis Plessier "Solo", gravados entre 2011 e 2013.
- 5 composições de Louis Plessier que arranjei e interpretei a minha maneira. Gravado em 2019.


Um fato particular são algumas faixas que foram 'presentes' de Louis para seus queridos como: Pour Marilene (feita pra sua esposa), Pour Noah (feita para meu filho) e Luísa Rosa (feita para filha de nosso amigo e violinista Wagner Costa)


"La musique toujours vivante de Louis Plessier"... foi um desafio que me ensinou, re orientou e me conectou com os ensinamentos do meu querido amigo Louis Plessier! Obrigado mais uma vez Mestre!



O álbum está disponível em CD e no formato digital MP3 no site:
http://www.mauroalbert.com/main/index.php/pt/projetos/la-musique-toujours-vivante-de-louis-plessier

domingo, 17 de março de 2019

VENDO - MANOUCHE MOFFATO- SELMER MODEL 2016





Guitarra Manouche modelo Selmer, tampo com construção estilo arch top em cedro canadense, som seco e aveludado com alta resposta de dinâmicas, característico do cedro.

O cavalete é um Maurice Dupont com captador bigtone adaptado para a curvatura do tampo estilo archtop. Braço espessura mediano com ação de cordas super confortável, são maciços as laterais e o fundo abaulado estilo Busato em belíssima Caviúna Rosa.




Tampo: Cedro Canadense ( + de 15 anos)
Laterais e Fundo: Caviúna Rosa (+ de 30 anos)
Braço: Mogno
Escala: 670mm - Jacarandá
Tailpiece: Casteluccia
Captador: Bigtone Dupont





Instrumento bem conservado com marcas naturais de uso.


Um instrumento com as mesmas características made in usa ou europe facilmente ultrapassam os 3.000 U$.... estou vendendo por um valor bem abaixo preço de ocasião - R$ 6,200, aceito troca outra guitarra manouche de menor valor mais volta em $$$.

Mais informações: mauroalbert@gmail.com ou Whats app 48 9 9125-7289


quarta-feira, 6 de março de 2019

Stradimarius Apostol - Entrevista


Um dos maiores violinistas do planeta, Marius Apostol nasceu em agosto de 1972 na Romênia,
conhecida por seus virtuosos violinistas, ele é de uma família de renomados músicos internacionais, incluirá o pai Stelian Apostol, acordeonista romeno e seu primo Florin Niculescu, também um grande violinista.

Desde 2000, estabeleceu-se em Paris e trabalha com os melhores músicos e artistas franceses e internacionais como: Biréli Lagrène, Christian Escoudé Angelo Debarre, Sanseverino, Sylvain Luc, Ludovic Beier, entre outros.

"Stradimarius" um trocadinho do seu nome com o lendário violino Stradivarius, Marius Apostol ficou mundialmente conhecido por dividir o palco com Angelo Debarre, parceria que resultou no álbum "Cumplicité", lançado em 2013.



E N T R E V I S T A  com  M A R I U S  A P O S T O L

* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche




Quantos anos você começou a tocar?

S.A - Eu comecei com 4 anos.


Quais são suas influências?

S.A - Música Cigana e música Clássica.


Qual violino e cordas você prefere?

S.A - Eu toco um violino italiano com cordas Evan pirazzi


Quais são seus projetos futuros?

S.A - Eu tenho três projetos em andamento:


1- novo "Manoir de mes rêves" com 
Angelo Debarre 




2 - Meu quarteto Stradimarius Quartet com Noé Reinhardt - guitarra, Wiliam Brunard - Baixo e Christophe Bras - Bateria. 




3-AkousticRoms projeto de musica cigana.

Que mensagem você pode deixar para os músicos que estão começando nesse estilo?
S.A - eu conselho para todos os músicos é "Seja original e seja você mesmo".




sábado, 2 de março de 2019

Adrien Marco - Entrevista


Adrien Marco é um guitarrista Francês com raízes italianas, 
autodidata, começou no instrumento, descobrindo aleatoriamente a música Django Reinhardt. Hoje, com pouco mais de 30 anos de idade divide o palco grandes mestres de estilo como Angelo Debarre, Tchavolo Shmitt, Dorado Schmitt e outros ...

Embora profundamente ligado ao jazz manouche, Adrien Marco é influenciada por outros estilos de música, que vão desde hip hop americano ao funk music, jazz, música clássica e música italiana.Seu álbum de estréia "Clin d'oeil" foi lançado em 2013. Em 2016 lançou o álbum "Voyages" recebido com entusiasmo pela crítica especializada.

O músico reconhecido continua sua jornada, totalizando mais de 900 concertos e eventos notáveis, interpreta de maneira fiel ao estilo aliando uma sonoridade moderna em termos sonoros e no repertório.



E N T R E V I S T A  com  A D R I E N  M A R C O

* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche




Quantos anos você começou a tocar?
A.M - Eu comecei tarde, aos 17 anos, tocando violão.


Quais são suas influências?

A.M - Eu ouço muitas coisas. Música cubana, hip hop, música clássica, italiana, música de filmes, jazz, funk e claro, Django.


Qual guitarra e cordas você prefere?
A.M - Eu uso a guitarra de Jerome Duffell. Som fantástico,  alto nível e exigente de Jerome. Muita resposta e muito preciso. Eu uso cordas argentinas, e eu prefiro cordas vermelhas ou às vezes roxas.


Quais são seus projetos futuros?

A.M - Eu trabalho com meu trio para o projeto no próximo álbum. Nós fizemos o álbum "Voyages" (Viagem) há dois anos, com músicas como o meu compo "Robe Noire", ou homenagem a Buddy Holly, e faremos outro álbum em algum momento, com outras músicas. Meu amigo Titi Haag (guitarrista base) de Forbach gravará com a gente. Estamos terminando de preparar este álbum e vamos ver quando o gravamos. Esperarmos ansiosamente.


Como é a cena da música gypsy jazz na sua cidade?
A.M - Com o meu trio na minha cidade ou região (Bourgogne (Burgundee)), apresentamos essa música para as pessoas, então eles parecem gostar disso e eles nos chamam frequentemente para tocar.


Que mensagem você pode deixar para os guitarristas que estão começando nesse estilo?
A.M - Eu acho que eles têm que entender que o jazz cigano exprime a vida, então é verdadeiramente uma cultura. É importante entender quando eles trabalham ou ouvem jazz cigano. Esta música precisa de coração. Idéias são importantes, mas também são o coração e o som. No meu ponto de vista, acho que a mão esquerda também é importante. Muitos guitarristas não se importam com isso e é um erro. A mão esquerda precisa ser precisa para expressar emoção nesta música. E para terminar, eu diria que o mais importante é: continuar tocando, com o coração. Essa música é uma linguagem pura, então continue sendo simples e singela.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Gypsy Jazz Club - Entrevista


Surgido em Brasília no ano de 2013 o Gypsy Jazz Club se caracteriza por mesclar o jazz manouche com a música brasileira, o bandolim e o cavaquinho representam uma novidade no gênero, por serem instrumentos não tradicionalmente utilizados no jazz manouche. O grupo acaba de lançar o álbum autoral Menestrel, que traz conceitos inovadores e inéditos e mostra como o grupo amadureceu seu trabalho ao longo dos anos. O responsável pela guitarra manouche no grupo Eduardo Souza foi  o porta voz do grupo nessa entrevista.




E N T R E V I S T A  com  G Y P S Y  J A Z Z  C L U B 

* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche




Como surgiu o Gypsy Jazz Club? 


E.S - O Gypsy Jazz Club surgiu em 2013, algum tempo após eu conhecer o violinista norte americano Ted Falcon, que morou em Brasília por alguns anos. No dia em que eu o conheci fizemos um som. Eu o estava acompanhando num choro, acho que Cochichando do Pixinguinha e quando ele estava improvisando, passei a fazer uma espécie de la pompe no acompanhamento. O Ted achou que eu conhecia o estilo. Eu ouvia jazz manouche desde adolescente e gostava de brincar com a pompe, mesmo conhecendo muito pouco e não sabendo absolutamente nada sobre a técnica manouche. Alguns dias depois o Ted me chamou para fazermos uma apresentação de jazz manouche e eu disse a ele que não daria pois não tocava o estilo de verdade. Depois de alguma insistência dele finalmente montamos um trio, ensaiamos algumas músicas e começamos a tocar. O Ted já conhecia muitas músicas do gênero pois tocava desde muito novo com seu pai, que era fã do Django Reinhardt. Fizemos muitas apresentações em duo também, já ampliando o repertório. Mais pra frente entrou o Igor Diniz no baixo e um ano depois o Pedro Vasconcellos no cavaco. Com a volta do Ted em definitivo para os Estados Unidos em 2016, chamamos o Victor Angeleas, bandolim e violão tenor, para ocupar o posto de solista e esta é a formação atual do grupo.


Qual são as influências em comum no grupo? 

E.S - A principal são os mestres da música brasileira, é o que nós todos temos em comum como influência, especialmente o choro. Somos todos brasilienses e o choro é um estilo muito presente na cidade, o que moldou a forma de tocar de cada um de nós.


Qual é o critério para escolha do repertório? 

E.S - O critério para escolha do repertório é a qualidade das músicas, a adequação à nossa formação, que não é uma formação instrumental típica de um conjunto de jazz manouche tradicional, pois nosso solista toca bandolim e violão tenor e temos um cavaquinista no grupo também. Nosso último disco é 100% autoral, só há uma música que não é nossa, chamada "um choro manouche" que é de um amigo, o bandolinista Tiago Tunes.


Qual a visão sobre a cena do jazz manouche no Brasil?
E.S - A cena vem crescendo e tem muita coisa boa rolando. Há trabalhos de alta qualidade como o seu (Mauro Albert), o do Bina Coquet, Marcelo Cigano, Quinteto Jazz Cigano, Hot Club de Piracicaba, dentre outros. Seu trabalho didático também é importantíssimo, fundamental mesmo para consolidar o gênero no país.
Recentemente recebemos o convite do José Fernando Seifarth para participar do Festival de Jazz Manouche de Piracicaba, de forma que no fim do ano vai ser um grande prazer tocar com os demais representantes do estilo e conhecer mais de perto as principais figuras da cena. Obrigado José Fernando!


Quais os planos futuros do grupo?
E.S - Planejamos aperfeiçoar cada vez mais nossa maneira de tocar que está muito ligada à música brasileira. Se possível, queremos atingir um número maior de pessoas com nossa música, tocar em outras cidades e festivais.




terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Marcelo "Sanfoneiro" Cigano - Entrevista


Marcelo Cigano, músico autodidata, nascido em uma família cigana da Sérvia, é reconhecidamente, um dos maiores virtuoses brasileiros em seu instrumento. Ganhou diversos prêmios de acordeão, como o da Associação dos Acordeonistas do Brasil, em 2008, e o do 4º Festival Roland, em 2010. Ainda naquele ano, participou da 63ª Coupe Mundiale, se apresentando no estande da Roland ao Lado de Ludovic Beier. Desse encontro nasceu uma parceria que resultou em uma série de shows no Teatro Paiol, em Curitiba, em 2014.

Entre shows e gravações, Marcelo já tocou com Joel Nascimento, Isaías Bueno, lsrael Bueno, Arismar do Espírito Santo, Guello, Oswaldinho do Acordeon, Ludovic Beier, Hermeto Pascoal, Thiago Espírito Santo, Lea Freire, Toninho Ferragutti, Nailor Proveta, François de Lima, Fábio Torres, Edu Ribeiro, Arthur Bonilla, Spok Frevo Orquestra, Robin Nolan, Paul Mehling, Jon Larsen, Tcha-Badjo, Fabio Peron, Fernando César, Luciano Magno, Bruno Migotto, Aquiles Moraes, Rui Alvim, Eduardo Neves, Marcio Bahia, Itiberê Zwarg, Ajuriña Zwarg, Vinicius Dorin, Rudolfo Bado, Dario Napoli, Walter Coronda, Jazz Cigano Quinteto, Eva Scholten, entre outros.



E N T R E V I S T A  com  M A R C E L O  C I G A N O 


* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche



Com quantos anos você começou a tocar?

M.C - Comecei a tocar aos 8 anos de idade.


Como e quando começou a tocar jazz manouche?


M.C - Comecei em 2011, até esse período não tocava jazz manouche, minha família vem da Sérvia e temos outro estilo de música como os Balkans.


Quais são suas influências?

M.C - Richard Galliano, Bireli Lagrene, Rosenberg Trio, Ionica Munune, Dominguinhos, Lodovic Beier, Rafael Rabello e outros


Qual sua visão sobre o jazz manouche no Brasil?


M.C - O Jazz Manouche teve um bom crescimento nos últimos anos, creio que o festival de Jazz Manouche de Piracicaba tenha ajudado a divulgar o estilo.


E pro futuro .Quais seus projetos ?

M.C - Novo disco com meu quarteto com Fábio Torres como convidado especial, também tenho trabalho de Tango chamado de Piazzolla a Gardel. No jazz manouche faço uma participação no cd de Irene Ypenburg, que conta com participações de Paulus Schaffer e Stochelo Rosenberg. 
Os projetos continuam com grandes parceiros do Jazz Manouche no Brasil: Vinícius Araújo, Mauro Albert, Bina Coquet, Jose Fernando, Florian Cristea, Israel Fogaça, Ernani Teixeira, Sebastian Abuter e Danilo Viana, todos num trabalho que pretendo realizar chamado "Django Brasil All Star".