segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Walter Coronda - Entrevista

Nascido em Buenos Aires em 1974, Walter Coronda é um dos guitarristas argentinos representa a música de Django Reinhardt, com um fraseado melodioso fiel ao jazz manouche raiz, diferenciando se da 'geração shered'. Walter dividiu o palco com Albert Bello, Jon Larsen , Biel Ballester entre outros e  participou de diversos festivais internacionais, incluindo o Festival de Jazz Manoche de Piracicaba, L'H Barcelona, e outros. 



E N T R E V I S T A  com  W A L T E R  C O R O N D A


* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche


Quantos anos você começou a tocar?
W.C - Comecei a tocar aos 16 anos de idade, estudando com Walter Malosseti


Quais são suas influências?
W.C - Django Reinhardt, Walter Malosetti, Fapy Lafertin, Dorado Schmitt e Tchavolo Schmitt.


Qual guitarra e cordas você prefere?
W.C - Ainda existem muitas guitarras que tenho que provar, uso uma Pierre Favino ano 1984 e cordas Galli 0.11 por sua dinâmica e durabilidade.


Quais são seus projetos futuros?
W.C - Nesse momento esto com o projeto Electric Django com Germán Faviere, gravaremos o próximo CD com a mesma formação, quero viajar e continuar aprendendo, conhecendo e  compartilhando palco com grandes músicos.


Como é a cena da música gypsy jazz na sua cidade?
W.C - A cena musical de em Buenos Aires não é das melhores, mas o estilo cresce a cada dia na America Latina e no mundo.

Que mensagem você pode deixar para os guitarristas que estão começando em nesse estilo?
W.C - Estudar. tocar e escutar muito o grande Django Reinhardt, e que cada nota que toquem ao improvisar seu instrumento faça com o coração, porque a música existe para ser desfrutada!



segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Dario Napoli - Entrevista



Dario Napoli guitarrista italiano de maior destaque na cena do jazz manouche, responsável pelas (quase) impossíveis transcrições de Bireli Lagrene, desenvolve diversos parcerias dividindo o palco com grandes nomes do jazz manouche, além de estimular a didática do estilo com propriedade, promove anualmente o Guitar Camp "Under the Toscan Sun".   
Apesar de Django Reinhardt ser a principal inspiração por trás do trio, em seu Modern Manouche Project, Dario Napoli procura incluir influências mais contemporâneas em sua versão do gypsy swing, introduzindo elementos de estilos musicais mais modernos, como bebop, funk e jazz moderno. O resultado é um som imprevisível e exuberante, que rouba várias eras musicais levando você através de uma rica e vibrante experiência sonora, sem nunca abandonar totalmente a marca cigana do Django. A maioria das músicas são composições originais de Dario com algumas reinterpretações de padrões de jazz ou pop de diferentes épocas.  


E N T R E V I S T A  com  D A R I O   N A P O L I


* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche


Quantos anos você começou a tocar?

D.N - Eu comecei a brincar com o violão aos 8 anos, e tocar mais seriamente em torno de 12 anos.


Quais são suas influências?

D.N - Comecei com o blues de Eric Clapton e BB King. Os Beatles, é claro, Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughn, mas também Sting and the Police, então eu me apaixonei por Rock, Joe Satriani Steve Vai, Nuno Bettencourt, eles realmente me incentivaram a ser paciente e desenvolver uma estratégia para tentar melhorar o violão. Por volta de 15 anos comecei a ouvir relutantemente Wes Montgomery, George Benson, Pat Metheny, Jimmy Raney, Tal Farlow, Frank Gambale e os grandes do jazz graças a um professor que eu tinha e logo comecei a apreciar e a estudar o estilo. Depois de algum tempo, me apaixonei e tentei entender a linguagem e os estilos. Eu tinha escutado Django aqui e ali, mas a revolução para ele veio depois do show de 2001 de Bireli Lagrene no Jazz a Vienne, que mudou totalmente minha vida. Depois disso, comecei a ouvir Django com muito mais cuidado e me apaixonei totalmente pelo estilo, assim como os mais modernos, principalmente Bireli e Stochelo. Isso me levou a viajar para a Holanda, Alemanha e França e passar um tempo com alguns ótimos mentores como Fapy Lafertin e Wawau Adler para realmente aprender o estilo direto com os sucessores de Django.

Qual guitarra e cordas você prefere?

D.N - Depois de experimentar todas, minhas cordas favoritas são as cordas Optima para guitarra gypsy jazz, com as quais eu me sinto muito feliz por ter um relacionamento profissional agora. No momento estou tocando com um violão JWC Catania Swing Model "F holes", sou um grande fã dessa guitarra, graças ao meu amigo do Reino Unido, Conor French. Eu também jogo archtops e tenho um Gibson L5, com este eu jogo com cordas Thomastik.


Quais são seus projetos futuros?

D.N - Com a minha banda, o Dario Napoli Modern Manouche Project, farei uma turne de 16 shows em novembro no Reino Unido que terminará com um show do Django Legacy na Filarmônica de Liverpool. Em janeiro, também tocaremos Django Amsterdam Fest e Djangofollies Festival, na Holanda e Bélgica, e gravaremos um 4º CD solo na Holanda. Estamos batalhando uma nova tour no Brasil com meu amigo e maestro de guitarra Mauro Albert, apresentado os 2 álbuns que gravamos em duo. Eu também realizo um "Guitar Camp" de de jazz cigano “Under the Tuscan Sun” na Toscana todos os anos, com de 4 dias de imersão total com participantes de todo o mundo.


Como é a cena da música gypsy jazz na sua cidade?

D.N - Eu me mudei para Milão cerca de um ano atrás, então ainda estou descobrindo muito sobre a cena. Mas há várias bandas e interesse nesse estilo de música, como mostrado na primeira edição deste ano do Festival de Django de Milão. O estilo da música certamente cresceu nos últimos 10 anos em toda a Itália.


Que mensagem você pode deixar para os guitarristas que estão começando nesse estilo?

D.N - Na minha experiência, ouvir principalmente o Django e depois todos os grandes músicos que ele inspirou é muito importante. Esta é uma música que é preciso aprender de ouvido e capturar a linguagem repetindo. Eu também acho importante passar um tempo com os ciganos, fazer amizade com eles e aprender a incrível quantidade de detalhes que entra no estilo, tanto mecanicamente em termos de técnica quanto em termos de fraseado, e ouvir e ver tudo de perto é vital. É fácil pensar a princípio que o estilo é simples, especialmente se alguém só ouve gravações, mas quando você ouve bons guitarristas ao vivo, percebe que há uma infinidade de sutilezas. A paciência é uma necessidade absoluta, porque se você está vindo do rock, metal ou blues, você provavelmente terá que revolucionar sua técnica de palhetada na mão direita, bem como as digitações da mão esquerda e isso leva tempo.







segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Remi Harris - Entrevista


Remi Harris é um guitarrista de destaque do Reino Unido, cujo estilo único é inspirado no Gypsy Swing, Jazz, Blues, Rock, Eletrônica e World Music. Aclamado pela crítica e  revistas especializadas ele excursionou por todo o mundo, bem como se apresentou no Palácio de Buckingham, Festival de Jazz de Montreal, BBC Proms no Royal Albert Hall com Jamie Cullum, na BBC 4 Television e ao vivo na BBC Radio 2 e na BBC Radio 3. Em seus shows, Remi toca uma mistura eclética de composições originais, improvisações, padrões de jazz e novos arranjos musicais de Django Reinhardt, Jimi Hendrix, Wes Montgomery, Charlie Parker, Peter Green e muitos mais. 


E N T R E V I S T A  com  R E M I   H A R R I S


* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche


Quantos anos você começou a tocar?
R.H- Eu tinha 7 anos quando comecei a tocar guitarra

Quais são suas influências?
R.H - Quando eu era criança, minhas maiores influências eram principalmente bandas de rock e blues do final dos anos 60 e 70, como os Beatles, o Led Zeppelin, o Peter Green, o Eric Clapton, o Lynyrd Skynyrd e o Stevie Ray Vaughan. Quando eu estava no final da adolescência, comecei a ouvir guitarristas como Joe Pass, Django Reinhardt, Wes Montgomery e Stochelo Rosenberg, e isso me interessou em tentar aprender a tocar jazz. Agora eu tento ouvir muitos tipos diferentes de música e instrumentos, para que eu possa me inspirar em todos os lugares.

Qual guitarra e cordas você prefere?
R.H - Eu gosto de muitas guitarras acústicas e elétricas diferentes, mas a minha principal guitarra cigana é feita no Reino Unido pela Fylde Guitars. Eu uso cordas Newtone.

Quais são seus projetos futuros?
R.H - Eu estou trabalhando no meu próximo álbum de jazz no momento e também compondo músicas para um projeto de rock e blues elétrico que eu espero começar a tocar e gravar em breve. Eu vou fazer uma turnê no outono e outra na primavera de 2019 com minhas músicas de jazz e acho que veremos o que acontece depois disso.

Como é a cena da música jazz cigana na sua cidade?
R.H - Eu moro no interior, então não há cena de jazz cigano local. Embora isso signifique que eu não conto com tantas pessoas quanto gostaria, isso me dá liberdade para me concentrar nas minhas próprias coisas e tentar abordar as coisas do meu jeito.

Que mensagem você pode deixar para os guitarristas que estão começando neste estilo?
R.H - Apenas aprenda e pratique o máximo que puder e tente manter uma mente aberta, pois isso o ajudará a desenvolver sua própria abordagem.






segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Yoshifumi Yamamoto - Entrevista


Yoshifumi Yamamoto é um guitarrista cigano altamente reconhecido no Japão. Começou a tocar por influência do seu irmão e teve grande atração pelo Jazz , aos 16 anos formou sua primeira banda. 
Em 1998/1999 ele recebeu prêmios do concurso" Gibson Jazz Guitar Contest ".

Atualmente ele excursiona principalmente no oeste do Japão como guitarrista do "Yoshi Yamamoto  TRIO" e "Cafe Manouche". Yoshifumi Yamamoto atualmente é endorser  das cordas  "Savarez Argentine Strings" e "64Pick" (feita por Kurume Seikou Co. ltd).




E N T R E V I S T A  com  Y O S H I F U M I   Y A M A M O T O
* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche


Quantos anos você começou a tocar?
Y.H - Eu comecei a tocar guitarra quando tinha seis anos de idade.


Quais são suas influências?
Y.H - Django Reinhardt, Stochelo, Jimmy Rosenberg e Robin Nolan


Que guitarra e cordas você prefere?
Y.H - Guitarras Jean Pierre Favino  e  Doug de Kyle
Cordas Savarez 
A palheta é "64Pick"


Quais são seus projetos futuros?
Y.H - Eu quero tocar em todo o mundo.

Como é a cena de música jazz cigana na sua cidade?
Y.H - O Gypsy Jazz não é bem conhecido no Japão.


Que mensagem você pode deixar para os guitarristas que estão começando neste estilo?
Y.H - Ouça o CD e reproduza.









segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Henri Acker - Entrevista


Henry Acker é um guitarrista de jazz cigano de quatorze anos no estilo de Django Reinhardt e com habilidades muito além de seus anos. Cinco anos, depois de começar a tocar ele já dividiu o palco com grandes nomes do jazz como Bucky Pizzarelli, Frank Vignola, Julian Lage, Andreas Oberg, Samson Schmitt, Mozes Rosenberg, Joscho Stephane, Olli Soikkeli, Gonzalo Bergara e Jason Anick. Ele é o vencedor do prêmio Djangofest North West Saga 2017 e duas vezes vencedor do Downbeat Magazine Student Award para solista de guitarra de jazz. Com sede em Boston, MA, ele também se apresenta em festivais de jazz nos Estados Unidos, junto com seu pai Victor Acker, um guitarrista e guitarrista de jazz da Berklee College of Music e seu tio Dana Acker no contrabaixo, também da Berklee. A carreira de Henry está em pleno andamento e apenas começando. Senhoras e senhores, apresentando Henry Acker!




E N T R E V I S T A  com  H E N R Y   A C K E R


* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche



Quantos anos você começou a tocar?

H.A - Eu comecei a tocar quando tinha oito anos de idade. Meus pais me deram um violão Yamaha e foi aí que ouvi o Django jazz pela primeira vez com meu pai. Eu tive muita sorte de crescer em uma casa onde meu pai e meu tio estavam sempre ensaiando com seu trio de jazz.

Quais são suas influências?

H.A - Desde o começo fui influenciado por Bireli Lagrene e Stochelo Rosenberg. Ouvi mais e mais, ee me inspirei em caras como Olivier Kikteff e Benoit Convert do Les Doigts De L'homme. Olli Soikkeli, Adrien Moignard e Gonzalo Bergara também foram grandes influências.

Qual guitarra e cordas você prefere?

H.A - Eu amo o meu modelo de assinatura AJL 503 XO. O tom é fantástico e parece um sonho. Os archtops da AJL também são incríveis. Eu adoraria um dia ter um Bob Holo Nouveau. Eu joguei alguns e eles se sentem e soam tão bem. Eu uso strings ciganas de D'Addario. 0,011s Final do loop. Eles têm um timbre melhor e vida mais longa do que outras cordas que tentei.

Quais são seus projetos futuros?

H.A - Estou lançando meu CD de estréia “14” em alguns dias. Foi produzido pelo guitarrista Frank Vignola, que também gravou o álbum, assim como a dupla baixista Nicki Parrot e meu pai Victor Acker na guitarra base. Nicki e Frank estavam na banda de Les Paul há anos em Nova York. Eu vou tocar em três festivais: DjangoFest Mill Valley, CA, DjangoFest North West em Washington e Django By The Sea em Maine. No ano que vem continuarei a tocar com meu trio. Eu tenho tocado muito com Jason Anick em seu quarteto o Rhythm Future Quartet e tenho tocado com Olli Soikkeli.  Eu recebo muitos convites ao longo do ano e, se isso não interfere na minha escolaridade, tento equilibrar e levar as duas tarefas.

Como é a cena da música jazz cigana na sua cidade?



H.A - Eu moro em Boston, Massachusetts, que é dito ter mais guitarristas do que em qualquer outro lugar do mundo. Isto é principalmente por causa da Berklee College of Music. E é verdade. Existem guitarristas de monstros em todos os lugares. A cena do Gypsy Jazz é pequena, mas cada vez maior. Há algumas sessões semanais de ciganos pela cidade. Um deles é apresentado pelo grande violinista de jazz Jason Anick. Eu tenho a sorte de viver bem perto do Festival Django in June, que é um grande encontro de músicos de jazz de todo o mundo. Eu fui pela primeira vez este ano. Isto é mágica. Eu conheci muitos músicos incríveis lá.



Que mensagem você pode deixar para os guitarristas que estão começando nesse estilo?



H.A - Trabalhe duro com sua guitarra e fique sempre com ela. Estenda a mão para outros jogadores. Eles podem alguns dos músicos mais amigáveis ​​que você conhecerá e muito generosos com seu conhecimento da música. Esse estilo de música é mais sobre como se conectar com pessoas que amam este estilo, em vez de competir com outros músicos. É realmente uma grande família e todos estão torcendo para que você tenha sucesso. Não se leve muito a sério e faça o seu melhor. Há espaço para todos nessa música. Acima de tudo, toque com firmeza !!





sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Raphael Fays - Entrevista

Em mais de quarenta anos de carreira, Raphael Fays, nascido em Paris em 1959, é um dos guitarristas mais respeitados da cena do jazz cigano, influenciou toda uma geração com seu estilo original, melodioso e virtuoso. Em 1987 após conhecer Paco de Lucia, (re)encontrou se na sonoridade do flamenco e afirma "Flamenco é uma música que vivi e que sinto dentro de mim. É uma maneira de tocar ...mesmo quando eu toco jazz, Quando eu entro no palco, sou como um toureiro quando entra na arena".
Embora sua apurada técnica promova o rápido aprendizado da música flamenca, Raphael tem uma técnica própria de tocar flamenco com palheta e dedos. Compôs diversas obras de inspiração flamenca com uma interpretação extraordinária e original, ampliando e oferecendo uma nova perspetiva desse estilo musical.




E N T R E V I S T A com R A P H E L  F A Y S


* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche




Com quantos anos começou a tocar?

R.F -  Comecei aprender aos 11 anos de idade com meu pai Louis Fays que era um excelente guitarrista.

Quais são suas influências?

R.F - Django Reinhardt, Segóvia, Ida Presti, Alexandre Lagoya e Paco de Lucia.

Qual guitarra e cordas da sua preferência?

R.F - Hoje em dia prefiro as cordas de nylon que são mais apropriadas para o flamenco, no palco são melhores.Gravei seis cds tocando flamenco e música clássica, esse ano lancei um novo álbum chamado wood guitar "Paris Sevilha" esse cd é meio jazz e meio flamenco. em homenagem ao jazz manouche e jazz cigano da Espanha. 


Quais seus projetos futuros?

R.F - Meus projetos atuais são o novo show Paris Sevilha, o jazz parisiense com música flamenca, muito interessante, Tocaremos num importante casa de Paris o "Alambra". E vou continuar a compor no estilo de flamenco, um flamenco, original, a meu modo e bem meu estilo.

Como é a cena musical de gypsy jazz na sua cidade?

R.F - As vezes sim há concertos, pessoas que fazem grupos de swing, muitas vezes um pouco amador, mas é moda, todos querem tocar jazz manouche.

Qual mensagem pode deixar para os guitarristas que estão iniciando no estilo?

R.F - Em primeiro lugar: "Jazz Manouche" não é americano, é francês, na história do jazz Django Reinhardt é o único que compor uma música diferente do que nos EUA. Duke Ellington admirava seu estilo de tocar, Django era cigano e conhecia a musica raiz manouche. Quando Django toca, ele nos faz sentir bem. Na minha opinião tocar jazz é tocar outra coisa, outro pensamento, a minha cultura e o que meu pai Louis me ensinou é tocar automaticamente no estilo do Django e minha maneira de pensar essa música também.
Mas, no dia dos hoje muitos jovens guitarristas tocam essa música bebop demais, ou então ele toca frases como George Benson, numa guitarra de manouche !!!! Eu acho que muitos estão muito longe do estilo e especialmente da reflexão no refrão, todo mundo toca assim, ou muitos deles tentam se parecer com um conhecido guitarrista, enfim é sempre a mesma história, a mesma frase, a maioria tem muito bom desempenho, mas a música de Django é uma maneira de pensar, é uma escola que é diferente do que a história da guitarra jazz nos Estados Unidos.

Quando eu dou uma master class para os jovens cheios de técnica, eu lhes digo logo de cara, "Vocês tocam bem, mas isso não é o estilo de Django", alguns não entendem o ponto de vista. "Escute jazz manouche mas não "os caras", é Django que você deve ouvir, porque todos vocês tocam muito pensando muito em teoria musical", não é esse o caminho, se nós fizemos a mesma coisa com a musica de Baden Powell um grande mestre também não seria mais a musica brasileira.



terça-feira, 24 de julho de 2018

MAGMA - CORDAS GYPSY JAZZ - REVIEW

Nessa jornada "Manouche" já experimentei diversos tipos de cordas disponíveis no mercado (obviamente internacional) para guitarras manouche, diria que investi alguns bons dólares e euros em busca do melhor timbre e da "melhor corda".
A alguns dias tive a feliz surpresa em receber as cordas Magma modelo Gypsy Jazz em casa, as cordas são feitas na Argentina seguindo os padrões europeus referencia de cordas para Guitarra Manouche.
As cordas 0.11-0.46 vem numa bonita embalagem em formato de caixinha, embaladas individualmente, e re-embaladas nas 6,5,4 e 3 cordas, realmente um padrão 'de luxe'.

Com as bolinhas das cordas muito bem acabadas, as cordas com cobre banhado a prata (Silver Plated Wound) com um visual bem bonito e alto nível de carbono prometendo um som mais quente e de grande projeção.

Fiquei realmente impressionado com o timbre, pegada, afinação e definição no som, como sabemos no primeiro dia 'toda corda' nova é boa, e pra tirar a prova este review foi escrito após 2 semanas com as cordas trabalhando ativamente em aulas, ensaios, apresentações, churrascos e outros encontros, sem contar que moro e toco em locais a beira mar onde a umidade relativa do ar é bem alta e a maresia 'come solta' diminuindo a vida útil das cordas.

Depois de 2 semanas as cordas com pouca oxidação mantem bem a afinação, ficaram levemente marcadas nas regiões dos trastes da corda sol,  o som deu uma aliviada no 'brilho' mais continua com suas frequências definidas. Todos esses fatores variam de acordo com a quantidade de ácido úrico de pessoa pra pessoa, e sou uma das pessoas com altas quantidades... bem, generalizando um jogo de cordas costuma ainda 'ter som' e durar no máximo 10 dias ou 2 apresentações, até agora as cordas estão superando as expectativas e me surpreendendo.

Tudo ocorrendo conforme o programado em poucos meses teremos essas cordas disponíveis no Brasil a um preço honesto e a pronta entrega, sem ter que ficar esperando os correios ou aquela viagem ou a volta do parente ou amigo que possa trazer alguns jogos da Europa ou EUA.

Muito feliz com essa parceria ... Seja bem vinda Magma Strings!


Distribuidora Magma no Brasil: www.primemusic.com.br



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

DJANGO & DUKE


Quando Django viajou para a cidade de Nova York em 1946 para viajar com Duke Ellington , ele deixou seu Selmer para trás; ele acreditava que os luthiers americanos iriam patrocinar ele com guitarra manouche usar nos concertos e fazer divulgação.. No entanto, não houve um comitê de boas-vindas; Django foi forçado a usar uma guitarrista Gibson ES-300 a qual ele destestou.

 Após alguns dias quando o gerente de Django, Charles Delaunay, chegou um pouco depois carregando a guitarra de Django, o mesmo ajoelhou se em frente a seu Selmer enquanto amaldiçoava as guitarras americanas.

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Django chegou aos EUA no dia 29 de outubro de 1946 , sem saber falra praticamente nada de ingles para visitar a Orquestra Duke Ellington como solista convidado; a turnê traria a costa leste e incluiria 2 shows no Carnegie Hall em Nova York. Django encontrou-se com Duke no dia 30 de outubro, enquanto Duke estava terminando um período de 2 semanas no clube nocturno " Aquarium ". A turnê começou em Cleveland , Ohio, Django ficou irritado com o fato de os publicitários não incluirem o nome dele.


Django e a Gibson ES-300 

Uma parte sombria do personagem de Django foi revelada quando se soube que Ellington também convidou Grappelli para visitar a América, mas Django não disse nada... parece que Ellington convidou toda a banda, mas o Django basicamente aceitou o convite para 
si mesmo.Ele perdeu seu intérprete de língua inglesa confiável...que certamente poderia ter mudado o rumo de turnê americana que foi classificada como "fracasso" pela primeira biografia sobre Django.

A tour pode não ter sido das melhores mas a união da arte desses dois geniais artistas do nosso tempo essa é certamente transcendental e dispensa maiores apresentações...ouça!









segunda-feira, 2 de outubro de 2017

ERROS AO TOCAR 'LA POMPE'

Você já parou pra pensar por que existem mais solistas 'bons' do que bons guitarristas rítmicos?
Já reparou que sempre as 'mesmas' figuras fazem base para os guitarristas da elite do gypsy jazz como: Angelo Debarre, Adrien Moignard, Bireli Lagrene e outros?
Será mais fácil ser solista?, será que outros guitarristas não tocam o ritmo? Ninguém quer tocar base?
Pois é meus amigos o ritmo 'la pompe' característico do jazz manouche é certamente uma das primeiras lições de quem se aventura no estilo e mesmo assim depois de anos você ainda vai estar aprendendo sobre essa lição.

Nessa saga jazz manouche diária de estudos, alunos, workshops, jams e pesquisa percebo claramente que uma 'pompe errada' pode realmente comprometer o som por completo, e o pior de tudo é que a maioria acha que está tocando certo mas não está.

Existem algumas variações sobre "La Pompe", mas todas partem do conceito básico de tocar/simular as batidas do bumbo e caixa de uma bateria nas cordas da guitarra manouche.
Pode ser fácil compreender as batidas que substituem a caixa e bumbo, mas executar 'com responsa' e segurar o som por um concerto de 1 hora ou horas na jam ou a volta de uma fogueira é outra história.


Quando uma simples sessão rítmica como a batida 'la pompe' está fora os resultados podem ser:

- O som não 'swinga', não tem 'groove', fica 'duro'.
- O beat corre ou atrasa o que coloca o solista numa situação complicada pois as rítmicas não vão 'fechar' no tempo.
- Tendência do som fica tedioso e 'sem chão'.
- Som agressivo sem dinâmicas.


3 ERROS AO TOCAR 'LA POMPE'


1- Acentuação errada
A primeira batida do ritmo representa o bumbo e a segunda batida a caixa, um dos erros clássicos é acentuar a caixa. Na primeira batida temos o som do acorde e na segunda um som seco (quase mute),
o som da caixa é naturalmente mais 'aparente' e não precisa ser acentuado, o que faz 'la pompe' acontecer é acentuar a primeira batida (bumbo) e tocar a segunda batida (caixa) bem seca..

Dica: Estude com o metrônomo com a contagem nos tempos 2 e 4 (caixa), acentue as notas do acorde pra 'suprir' a ausência dos beats 1 e 3 .


2 - Tocar muito forte
Talvez pela concepção de substituir a bateria algumas pessoas 'espancam' seus violões na hora de fazer o ritmo, o som fica duro, sem nenhuma dinâmica, acabando com qualquer chance de outro musico ou solista tocar com suavidade ou nuances e também gerando uma péssima qualidade em timbres. E certamente essas 'porradas' somadas ao entusiasmo e emoção fazem a turma 'correr' e acelerar o beat.

Dica: Controle suas emoções e escute os outros instrumentos.


3 -  Convenções 
'La pompe' é um ritmo reto, bumbo-caixa-bumbo-caixa, o uso de convenções são aceitas em poucos momentos para quem está segurando o ritmo, convenções em excesso, sem programação e 'fora de hora' realmente compromete o som num todo.

Dica:
Você não precisa fazer uma convenção a cada 2 ou 4 compassos... segure o groove, preste atenção na rítmica dos outros instrumentos e perceba onde a convenção se encaixa e 'soma' a música.
Procure assistir videos de mestres no acompanhamento como Hono Winterstein, Mathieu Chartelain e Nousche Rosenberg repare a verdade: O menos é mais!



Diz o ditado que 'errando é que se aprende' ... acho que é por aí, creio que poucas pessoas (talvez alguns ciganos iluminados) tenham começado tocando corretamente a desafiadora e contagiante batida  'La pompe'. O caminho é estudo, dedicação e auto crítica em foco. Salve Salve!

Aulas on line, Dúvidas, Sugestões para o blog:


sábado, 30 de setembro de 2017

ANTOINE BOYER

O jazz manouche tem tradição em jovens prodígios, gênios como Biréli Lagràne, Jimmy Rosenberg desde muito jovens já demonstravam técnica e maturidade musical fora do comum para a idade de crianças a partir de 7 ou 8 anos!

 Antoine Boyer, nascido na França em 1995, guitarrista de jazz manouche e violonista clássico, mantém a tradição, aprendeu das fontes mais autênticas do jazz cigano com os mestres Mandino Reinhardt e Francis-Alfred Moerman

Acompanho seu trabalho desde 2011, quando Boyer tocava acompanhado por seu pai, e com 15 anos  já tinha uma maturidade musical, versatilidade e um estilo original de tocar, essa maturidade e originalidade só foi crescendo acentuadamente com o passar dos anos.

Um dos primeiros videos que assisti de Boyer foi esse 'encontro jam' com a também jovem e talentosa Daisy Castro interpretando  o belíssimo tema de Stephane Grappelli, filmado em Samois durante o Django Festival de 2011.



Antoine Boyer tem ganho diversos concursos de guitarras clássicas e frequentemente divide o palco com grandes nomes. De dois anos pra cá alguns dos videos de Boyer se tornaram 'virais' no meio dos músicos e redes sociais, o virtuosismo e originalide de Antoine Boyer são impressionantes.




 Um de seus videos interpretando uma 'entortada' versão de Norwegian Wood dos Beatles numa guitarra acústica (fabricada pelo luthier Olivier Marin e emprestada por Adrien Moignard) é um dos seus videos mais acessados.



Discografia

- L' Universe Insolite de Francis Moerman
- Leské
- Sita
- Coincidence (com Samuelito)
- Selmer 607 Project





O futuro do jazz manouche e da boa música está garantido por alguns anos... creio que ainda vamos ouvir falar muito desse rapaz ... salve salve!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

EXCHANGE GYPSY JAZZ

Conheci o trabalho do guitarrista italiano Dario Napoli através de videos da internet e transcrições de temas de jazz manouche, nos conhecemos numa rede social e tivemos um respeito e admiração mútua em nossos trabalhos autorais.
Em 2014, Dario me disse que viria visitar o Brasil e tocar comigo, comecei a 'mexer o doce' pra realizar esse intercâmbio, agendei algumas datas e sugeri a participação no Festival de Jazz Manouche de Piracicaba, que se encontrava na segunda edição.

Dario chegou ao Brasil em outubro, da Itália diretamente a Florianópolis para apresentações e workshops. Sem muito ensaio e raça gravamos o álbum "Exchange Gypsy Jazz", integralmente verdadeiro, sem cortes, overdubs ou edições, foi gravado em duas apresentações intimistas em Santa Catarina (Florianópolis e Anitápolis) com dois guitarristas, dois violões, dois microfones, platéia calorosa e nada mais.


De 14 ou 15 faixas selecionamos 9 que compõem o álbum, Django, Hermeto Pascoal, Henri Mancini e temas autorais, o álbum foi lançado digitalmente pela gravadora Hot Club Records e fisicamente de forma independente.


Exchange Gypsy Jazz - Mauro Albert & Dario Napoli

1 - Bebê (H.Pascoal)
2 - Pra ti (M.Albert)
3 - Blues Claire (D.Reinhardt)
4 - Santo Antônio (M.Albert/Dario Napoli)
5 - Minor Blues (D.Reinhardt)
6 - Swing 48 (D.Reinhardt)
7 - Borboleta (D.Napoli)
8 - The Pink Panther (H.Mancini)
9- Finito (M.Albert)


Exchange Gypsy Jazz - Tour de lançamento 2017

Em outubro de 2017, Dario desembarca pela segunda vez no Brasil, vamos fazer a tour de lançamento do álbum e também participaremos da quinta edição do Festival de Jazz Manouche de Piracicaba, infelizmente não tocaremos juntos no festival que tem a proposta de toda edição apresentar um 'novos' encontros sonoros, neste ano tocarei com o guitarrista argentino Walter Coronda outra sugestão minha ao festival. Sejam bem vindos Dario e Walter... Salve Salve Manouchada!



Exchange Gypsy Jazz - Tour Dates

 7/10 - Florianópolis 
11/10 - Porto Alegre
12/10 - Porto Alegre (guitar workshop)
12/10 - Porto Alegre
15/10 - Florianópolis
19/10 - Piracicaba (M.Albertt Gypsy Jam)




domingo, 24 de setembro de 2017

ADRIEN MOIGNARD

Um dos mais respeitados e guitarrista 'encrenca' do cenário do jazz manouche atual é o francês Adrien Moignard, nascido em 1985, começou tocando Blues Rock e após descobrir e absorver a música de Django Reinhardt rapidamente se tornou um dos principais nomes da cena parisiense. Presente no projeto Selmer 607 que apresenta a nova cena do jazz manouche na frança, frequentemente divide o palco de grandes nomes como: Angelo Debarre, Stochelo Rosenberg, Bireli Lagrene, Didier Lockwood e outros.


Com timmig e técnica apuradíssima Adrien Moingnard seguiu a escola de Bireli Lagrene, criativa, virtuosa e imprevisível. Ao lado da 'nova cena' de super guitarristas como: Gonzalo Bergara, Antoine Boyer, Sebastien Ginaux, Rocky Gresset, Noe Reinhardt, entre outros Moignard traz renovação, vitalidade e nova inspiração pra cena do gypsy jazz.


Discografia

Ensemble Zaiti Still Time -2008
Selmer 607 Project - 2008 
All the way - 2010
Entre actes (com Rocky Gresset) 2012
Between Clouds - 2012
Clássico (com Gonzalo Bergara)- 2013 
Selmer 607 Project - 2016








quarta-feira, 20 de setembro de 2017

OS FILHOS DE DJANGO

Django Reinhardt teve dois filhos, Lousson Reinhardt de seu primeiro casamento e Babik Reinhardt filho de Naguine fruto do segundo casamento.
Lousson & Babik Reinhardt


 Lousson Reinhardt 

Henri " Lousson " Reinhardt (1929-1992), foi guitarrista de jazz manouche também conhecido como Henri Baumgartner , filho de Django Reinhardt pela sua primeira esposa, Florine "Bella" Mayer.

Henri Reinhardt foi criado na família do segundo marido de sua mãe cujo sobrenome ere Maumgartner. Ele era conhecido pelo apelido francês "Lousson"e aprendeu a tocar com o violão que era de Django, acompanhou se pai em uma turnê pela Bélgica em 1948. Lousson estava freqüentemente na estrada nas décadas de 1950 e 1960 mas nunca gravou comercialmente, exceto numa gravaçã de estúdio inédita no ano de 1960.






 Babik Reinhardt

Babik (1944-2001) nasceu em Paris. Embora ele fosse filho de Django, foi ensinado violão por mãe, Naguine e piano por seu pai, que achava que o piano era um meio de emprego melhor. Seu pai morreu quando Babik tinha apenas nove anos e sua educação musical em guitarra foi continuada por tios e primos.
Em vez do jazz cigano de seu pai, Babik se enveredou pelo jazz fusion, ele morreu de um ataque cardíaco aos 57 anos em Cannes , na França.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

POR QUE TOCAR NUMA GUITARRA MANOUCHE?

    Tenho recebido alguns emails me perguntando se é possível tocar gypsy jazz num violão folk? numa guitarra? num violão com cordas de nylon?
 A resposta é obviamente sim... você pode tocar onde você quiser, afinal a música é livre mas, você deve ter em mente que o som que você vai reproduzir por melhor que você seja 'foge' da essência do gypsy jazz e pode ser como tocar samba com ukelele ao invés do cavaco ou bandolim, usar um violão folk pra tocar flamenco, guitarra flying para tocar jazz tradicional.
Apesar de existirem modelos mais atuais com cordas de  nylon e alguns músicos de qualidade indiscutível que se aventuram por esses caminhos de maneira muito interessante o timbre não convence e destoa a estética do timbre característico do estilo. Bem ou mal tocado não soa como o verdadeiro jazz manouche.

As guitarras manouches desenvolvidas a partir do modelo desenvolvido por Selmer Maccaferri  tem suas caraterísticas de timbres devido ao comprimento da escala maior que nos violões folk ou nylon, tail piece onde são presa as cordas e formato de boca (oval, D hole, Bean , F hole  e outras variações).

Grerta Weiss & Tchavolo Schimtt

O comprimento da escala aliado a postura da mão direita faz uma grande diferença fisicamente para adaptação para novos aspirantes do jazz manouche e deve ser motivo de atenção na hora de tocar, tanto no quesito técnica x volume como também com prevenção para lesões nos tendões, bem conhecidos pelos guitarristas que tocam em alta velocidade em instrumentos com cordas 'pesadas' que prefiro chamar de 'firmes'.

Apesar do mercado de guitarras manouche ser bem limitado no Brasil sempre 'aparece' alguma por ai...nas redes sociais e mercado abertos disponíveis. O preço de um instrumento para nível estudante (made in asia) varia em torno de R$1500 a R$4000, modelos com madeiras e peças mais selecionadas a partir de R$5000 Existem alguns bons luthiers construindo bons instrumentos com madeiras nobres (que são as nossas e muito procuradas mundo afora) com preços muito interessantes se comparado a um instrumento construído por um luthier europeu ou americano ( U$3.000 +)


Tenho usado nos anos mais recente uma guitarra manouche construído pelo luthier Fabio Moffato de Bela Vista do Paraíso, perto de Londrina no Paraná. Conheci o Fabio uns 5 anos atrás quando precisei de um luthier para fazer uma troca de escala da minha guitarra manouche "Servy D hole" feita a mão na frança. Depois do excelente trabalho no violão francês começamos a desenvolver um modelo signature unido características que me agradavam de modelos que tenho e diversos que tive a oportunidade de tocar.


O resultado é um modelo com medidas Selmer com oval hole,  tampo de cedro archtop e madeiras nobres. Essa é a primeira vez que faço a opção do tampo de cedro ao invés do tradicional "Abeto", o cedro produz um som mais aveludado e mais sensível as dinâmicas da mão direita.
As mecânicas vieram de fora: Tarrachas (Saga Luxe) e Tail Piece (Casteluccia), o cavalete é um Maurice Dupont com captador bigtone embutido.
Pra quem esta buscando um instrumento de 'verdade' com um preço honesto vale a pena conversar com Moffato Luthier.