sexta-feira, 10 de novembro de 2017

DJANGO & DUKE


Quando Django viajou para a cidade de Nova York em 1946 para viajar com Duke Ellington , ele deixou seu Selmer para trás; ele acreditava que os luthiers americanos iriam patrocinar ele com guitarra manouche usar nos concertos e fazer divulgação.. No entanto, não houve um comitê de boas-vindas; Django foi forçado a usar uma guitarrista Gibson ES-300 a qual ele destestou.

 Após alguns dias quando o gerente de Django, Charles Delaunay, chegou um pouco depois carregando a guitarra de Django, o mesmo ajoelhou se em frente a seu Selmer enquanto amaldiçoava as guitarras americanas.

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Django chegou aos EUA no dia 29 de outubro de 1946 , sem saber falra praticamente nada de ingles para visitar a Orquestra Duke Ellington como solista convidado; a turnê traria a costa leste e incluiria 2 shows no Carnegie Hall em Nova York. Django encontrou-se com Duke no dia 30 de outubro, enquanto Duke estava terminando um período de 2 semanas no clube nocturno " Aquarium ". A turnê começou em Cleveland , Ohio, Django ficou irritado com o fato de os publicitários não incluirem o nome dele.


Django e a Gibson ES-300 

Uma parte sombria do personagem de Django foi revelada quando se soube que Ellington também convidou Grappelli para visitar a América, mas Django não disse nada... parece que Ellington convidou toda a banda, mas o Django basicamente aceitou o convite para 
si mesmo.Ele perdeu seu intérprete de língua inglesa confiável...que certamente poderia ter mudado o rumo de turnê americana que foi classificada como "fracasso" pela primeira biografia sobre Django.

A tour pode não ter sido das melhores mas a união da arte desses dois geniais artistas do nosso tempo essa é certamente transcendental e dispensa maiores apresentações...ouça!









segunda-feira, 2 de outubro de 2017

ERROS AO TOCAR 'LA POMPE'

Você já parou pra pensar por que existem mais solistas 'bons' do que bons guitarristas rítmicos?
Já reparou que sempre as 'mesmas' figuras fazem base para os guitarristas da elite do gypsy jazz como: Angelo Debarre, Adrien Moignard, Bireli Lagrene e outros?
Será mais fácil ser solista?, será que outros guitarristas não tocam o ritmo? Ninguém quer tocar base?
Pois é meus amigos o ritmo 'la pompe' característico do jazz manouche é certamente uma das primeiras lições de quem se aventura no estilo e mesmo assim depois de anos você ainda vai estar aprendendo sobre essa lição.

Nessa saga jazz manouche diária de estudos, alunos, workshops, jams e pesquisa percebo claramente que uma 'pompe errada' pode realmente comprometer o som por completo, e o pior de tudo é que a maioria acha que está tocando certo mas não está.

Existem algumas variações sobre "La Pompe", mas todas partem do conceito básico de tocar/simular as batidas do bumbo e caixa de uma bateria nas cordas da guitarra manouche.
Pode ser fácil compreender as batidas que substituem a caixa e bumbo, mas executar 'com responsa' e segurar o som por um concerto de 1 hora ou horas na jam ou a volta de uma fogueira é outra história.


Quando uma simples sessão rítmica como a batida 'la pompe' está fora os resultados podem ser:

- O som não 'swinga', não tem 'groove', fica 'duro'.
- O beat corre ou atrasa o que coloca o solista numa situação complicada pois as rítmicas não vão 'fechar' no tempo.
- Tendência do som fica tedioso e 'sem chão'.
- Som agressivo sem dinâmicas.


3 ERROS AO TOCAR 'LA POMPE'


1- Acentuação errada
A primeira batida do ritmo representa o bumbo e a segunda batida a caixa, um dos erros clássicos é acentuar a caixa. Na primeira batida temos o som do acorde e na segunda um som seco (quase mute),
o som da caixa é naturalmente mais 'aparente' e não precisa ser acentuado, o que faz 'la pompe' acontecer é acentuar a primeira batida (bumbo) e tocar a segunda batida (caixa) bem seca..

Dica: Estude com o metrônomo com a contagem nos tempos 2 e 4 (caixa), acentue as notas do acorde pra 'suprir' a ausência dos beats 1 e 3 .


2 - Tocar muito forte
Talvez pela concepção de substituir a bateria algumas pessoas 'espancam' seus violões na hora de fazer o ritmo, o som fica duro, sem nenhuma dinâmica, acabando com qualquer chance de outro musico ou solista tocar com suavidade ou nuances e também gerando uma péssima qualidade em timbres. E certamente essas 'porradas' somadas ao entusiasmo e emoção fazem a turma 'correr' e acelerar o beat.

Dica: Controle suas emoções e escute os outros instrumentos.


3 -  Convenções 
'La pompe' é um ritmo reto, bumbo-caixa-bumbo-caixa, o uso de convenções são aceitas em poucos momentos para quem está segurando o ritmo, convenções em excesso, sem programação e 'fora de hora' realmente compromete o som num todo.

Dica:
Você não precisa fazer uma convenção a cada 2 ou 4 compassos... segure o groove, preste atenção na rítmica dos outros instrumentos e perceba onde a convenção se encaixa e 'soma' a música.
Procure assistir videos de mestres no acompanhamento como Hono Winterstein, Mathieu Chartelain e Nousche Rosenberg repare a verdade: O menos é mais!



Diz o ditado que 'errando é que se aprende' ... acho que é por aí, creio que poucas pessoas (talvez alguns ciganos iluminados) tenham começado tocando corretamente a desafiadora e contagiante batida  'La pompe'. O caminho é estudo, dedicação e auto crítica em foco. Salve Salve!

Aulas on line, Dúvidas, Sugestões para o blog:


sábado, 30 de setembro de 2017

ANTOINE BOYER

O jazz manouche tem tradição em jovens prodígios, gênios como Biréli Lagràne, Jimmy Rosenberg desde muito jovens já demonstravam técnica e maturidade musical fora do comum para a idade de crianças a partir de 7 ou 8 anos!

 Antoine Boyer, nascido na França em 1995, guitarrista de jazz manouche e violonista clássico, mantém a tradição, aprendeu das fontes mais autênticas do jazz cigano com os mestres Mandino Reinhardt e Francis-Alfred Moerman

Acompanho seu trabalho desde 2011, quando Boyer tocava acompanhado por seu pai, e com 15 anos  já tinha uma maturidade musical, versatilidade e um estilo original de tocar, essa maturidade e originalidade só foi crescendo acentuadamente com o passar dos anos.

Um dos primeiros videos que assisti de Boyer foi esse 'encontro jam' com a também jovem e talentosa Daisy Castro interpretando  o belíssimo tema de Stephane Grappelli, filmado em Samois durante o Django Festival de 2011.



Antoine Boyer tem ganho diversos concursos de guitarras clássicas e frequentemente divide o palco com grandes nomes. De dois anos pra cá alguns dos videos de Boyer se tornaram 'virais' no meio dos músicos e redes sociais, o virtuosismo e originalide de Antoine Boyer são impressionantes.




 Um de seus videos interpretando uma 'entortada' versão de Norwegian Wood dos Beatles numa guitarra acústica (fabricada pelo luthier Olivier Marin e emprestada por Adrien Moignard) é um dos seus videos mais acessados.



Discografia

- L' Universe Insolite de Francis Moerman
- Leské
- Sita
- Coincidence (com Samuelito)
- Selmer 607 Project





O futuro do jazz manouche e da boa música está garantido por alguns anos... creio que ainda vamos ouvir falar muito desse rapaz ... salve salve!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

EXCHANGE GYPSY JAZZ

Conheci o trabalho do guitarrista italiano Dario Napoli através de videos da internet e transcrições de temas de jazz manouche, nos conhecemos numa rede social e tivemos um respeito e admiração mútua em nossos trabalhos autorais.
Em 2014, Dario me disse que viria visitar o Brasil e tocar comigo, comecei a 'mexer o doce' pra realizar esse intercâmbio, agendei algumas datas e sugeri a participação no Festival de Jazz Manouche de Piracicaba, que se encontrava na segunda edição.

Dario chegou ao Brasil em outubro, da Itália diretamente a Florianópolis para apresentações e workshops. Sem muito ensaio e raça gravamos o álbum "Exchange Gypsy Jazz", integralmente verdadeiro, sem cortes, overdubs ou edições, foi gravado em duas apresentações intimistas em Santa Catarina (Florianópolis e Anitápolis) com dois guitarristas, dois violões, dois microfones, platéia calorosa e nada mais.


De 14 ou 15 faixas selecionamos 9 que compõem o álbum, Django, Hermeto Pascoal, Henri Mancini e temas autorais, o álbum foi lançado digitalmente pela gravadora Hot Club Records e fisicamente de forma independente.


Exchange Gypsy Jazz - Mauro Albert & Dario Napoli

1 - Bebê (H.Pascoal)
2 - Pra ti (M.Albert)
3 - Blues Claire (D.Reinhardt)
4 - Santo Antônio (M.Albert/Dario Napoli)
5 - Minor Blues (D.Reinhardt)
6 - Swing 48 (D.Reinhardt)
7 - Borboleta (D.Napoli)
8 - The Pink Panther (H.Mancini)
9- Finito (M.Albert)


Exchange Gypsy Jazz - Tour de lançamento 2017

Em outubro de 2017, Dario desembarca pela segunda vez no Brasil, vamos fazer a tour de lançamento do álbum e também participaremos da quinta edição do Festival de Jazz Manouche de Piracicaba, infelizmente não tocaremos juntos no festival que tem a proposta de toda edição apresentar um 'novos' encontros sonoros, neste ano tocarei com o guitarrista argentino Walter Coronda outra sugestão minha ao festival. Sejam bem vindos Dario e Walter... Salve Salve Manouchada!



Exchange Gypsy Jazz - Tour Dates

 7/10 - Florianópolis 
11/10 - Porto Alegre
12/10 - Porto Alegre (guitar workshop)
12/10 - Porto Alegre
15/10 - Florianópolis
19/10 - Piracicaba (M.Albertt Gypsy Jam)




domingo, 24 de setembro de 2017

ADRIEN MOIGNARD

Um dos mais respeitados e guitarrista 'encrenca' do cenário do jazz manouche atual é o francês Adrien Moignard, nascido em 1985, começou tocando Blues Rock e após descobrir e absorver a música de Django Reinhardt rapidamente se tornou um dos principais nomes da cena parisiense. Presente no projeto Selmer 607 que apresenta a nova cena do jazz manouche na frança, frequentemente divide o palco de grandes nomes como: Angelo Debarre, Stochelo Rosenberg, Bireli Lagrene, Didier Lockwood e outros.


Com timmig e técnica apuradíssima Adrien Moingnard seguiu a escola de Bireli Lagrene, criativa, virtuosa e imprevisível. Ao lado da 'nova cena' de super guitarristas como: Gonzalo Bergara, Antoine Boyer, Sebastien Ginaux, Rocky Gresset, Noe Reinhardt, entre outros Moignard traz renovação, vitalidade e nova inspiração pra cena do gypsy jazz.


Discografia

Ensemble Zaiti Still Time -2008
Selmer 607 Project - 2008 
All the way - 2010
Entre actes (com Rocky Gresset) 2012
Between Clouds - 2012
Clássico (com Gonzalo Bergara)- 2013 
Selmer 607 Project - 2016








sábado, 23 de setembro de 2017

"Django" (2017) - Filme / Trailer (Legendado em Português)

Lançado no Festival internacional de Berlim em fevereiro deste ano, o filme sobre Django é um drama que retrata um breve período da vida de Django Reinhardt, com ênfase no ano 1943 durante a ocupação nazista na segunda guerra mundial.


Com o ator francês Reda Kateb, no papel de Django e trilha sonora de Rosenberg trio, o filme tem a participação de guitarristas do jazz manouche como atores coadjuvantes: Adrien Moingnard, Samsom Schimitt, Hono Winterstein, Rocky Gresset, Simba Bumgartner entre outros.

Uma ficção com momentos baseados na vida real, o filme agradou a uns e outros não, retratando a forte personalidade de Django, seu amor pela família e os dramas vividos durante a perseguição dos ciganos durante a segunda grande guerra.


Assisti o filme em francês e infelizmente não temos a previsão de lançamento no Brasil.





quarta-feira, 20 de setembro de 2017

OS FILHOS DE DJANGO

Django Reinhardt teve dois filhos, Lousson Reinhardt de seu primeiro casamento e Babik Reinhardt filho de Naguine fruto do segundo casamento.
Lousson & Babik Reinhardt


 Lousson Reinhardt 

Henri " Lousson " Reinhardt (1929-1992), foi guitarrista de jazz manouche também conhecido como Henri Baumgartner , filho de Django Reinhardt pela sua primeira esposa, Florine "Bella" Mayer.

Henri Reinhardt foi criado na família do segundo marido de sua mãe cujo sobrenome ere Maumgartner. Ele era conhecido pelo apelido francês "Lousson"e aprendeu a tocar com o violão que era de Django, acompanhou se pai em uma turnê pela Bélgica em 1948. Lousson estava freqüentemente na estrada nas décadas de 1950 e 1960 mas nunca gravou comercialmente, exceto numa gravaçã de estúdio inédita no ano de 1960.






 Babik Reinhardt

Babik (1944-2001) nasceu em Paris. Embora ele fosse filho de Django, foi ensinado violão por mãe, Naguine e piano por seu pai, que achava que o piano era um meio de emprego melhor. Seu pai morreu quando Babik tinha apenas nove anos e sua educação musical em guitarra foi continuada por tios e primos.
Em vez do jazz cigano de seu pai, Babik se enveredou pelo jazz fusion, ele morreu de um ataque cardíaco aos 57 anos em Cannes , na França.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

POR QUE TOCAR NUMA GUITARRA MANOUCHE?

    Tenho recebido alguns emails me perguntando se é possível tocar gypsy jazz num violão folk? numa guitarra? num violão com cordas de nylon?
 A resposta é obviamente sim... você pode tocar onde você quiser, afinal a música é livre mas, você deve ter em mente que o som que você vai reproduzir por melhor que você seja 'foge' da essência do gypsy jazz e pode ser como tocar samba com ukelele ao invés do cavaco ou bandolim, usar um violão folk pra tocar flamenco, guitarra flying para tocar jazz tradicional.
Apesar de existirem modelos mais atuais com cordas de  nylon e alguns músicos de qualidade indiscutível que se aventuram por esses caminhos de maneira muito interessante o timbre não convence e destoa a estética do timbre característico do estilo. Bem ou mal tocado não soa como o verdadeiro jazz manouche.

As guitarras manouches desenvolvidas a partir do modelo desenvolvido por Selmer Maccaferri  tem suas caraterísticas de timbres devido ao comprimento da escala maior que nos violões folk ou nylon, tail piece onde são presa as cordas e formato de boca (oval, D hole, Bean , F hole  e outras variações).

Grerta Weiss & Tchavolo Schimtt

O comprimento da escala aliado a postura da mão direita faz uma grande diferença fisicamente para adaptação para novos aspirantes do jazz manouche e deve ser motivo de atenção na hora de tocar, tanto no quesito técnica x volume como também com prevenção para lesões nos tendões, bem conhecidos pelos guitarristas que tocam em alta velocidade em instrumentos com cordas 'pesadas' que prefiro chamar de 'firmes'.

Apesar do mercado de guitarras manouche ser bem limitado no Brasil sempre 'aparece' alguma por ai...nas redes sociais e mercado abertos disponíveis. O preço de um instrumento para nível estudante (made in asia) varia em torno de R$1500 a R$4000, modelos com madeiras e peças mais selecionadas a partir de R$5000 Existem alguns bons luthiers construindo bons instrumentos com madeiras nobres (que são as nossas e muito procuradas mundo afora) com preços muito interessantes se comparado a um instrumento construído por um luthier europeu ou americano ( U$3.000 +)


Tenho usado nos anos mais recente uma guitarra manouche construído pelo luthier Fabio Moffato de Bela Vista do Paraíso, perto de Londrina no Paraná. Conheci o Fabio uns 5 anos atrás quando precisei de um luthier para fazer uma troca de escala da minha guitarra manouche "Servy D hole" feita a mão na frança. Depois do excelente trabalho no violão francês começamos a desenvolver um modelo signature unido características que me agradavam de modelos que tenho e diversos que tive a oportunidade de tocar.


O resultado é um modelo com medidas Selmer com oval hole,  tampo de cedro archtop e madeiras nobres. Essa é a primeira vez que faço a opção do tampo de cedro ao invés do tradicional "Abeto", o cedro produz um som mais aveludado e mais sensível as dinâmicas da mão direita.
As mecânicas vieram de fora: Tarrachas (Saga Luxe) e Tail Piece (Casteluccia), o cavalete é um Maurice Dupont com captador bigtone embutido.
Pra quem esta buscando um instrumento de 'verdade' com um preço honesto vale a pena conversar com Moffato Luthier.

  

terça-feira, 29 de agosto de 2017

O temperamental Django Reinhardt ?


Django Reinhardt era conhecido por sua banda, fãs e empresários por ser imprevisível e temperamental. Às vezes, ele chegava sem guitarra ou amplificador para as apresentações, e outras vezes ignorava os shows lotados para simplesmente caminhar até a praia ou "sentir o cheiro do orvalho". Em algumas ocasiões ele se recusou a sair da cama, ele também desapareceria periodicamente e vagava pelo parque ou praia ignorando totalmente seus compromissos.

Apesar de seu excepcional talento natural, Django sabia ler nem escrever música e quase não era alfabetizado. Além disso, ele teve dificuldades gerais em viver em meio à cultura atual, em seu apartamento, às vezes ele deixava as torneiras abertas para imitar o som de um riacho, e odiava as lâmpadas elétricas preferindo em vez disso lampião e lanternas.Certa vez abandonou um carro a beira da estrada quando acabou a gasolina.


À medida que Django foi envelhecendo, ele passou imergir na vida cigana, achando difícil se adaptar ao mundo modernoEle desaparecia periodicamente por uma ou duas semanas para tocar nos acampamentos ciganos. Na verdade, Reinhardt era um homem de família, tendo sido criado entre os ciganos em que a família é um dos maiores valores. Django estava ao redor de sua família o tempo todo. Quando ele não estava onde eles viviam, eles iriam para onde ele estava.


Django Reinhardt só tocava com o coração e onde seu espírito estivesse em paz, e talvez também se comportasse de forma semelhante em muitas outras situações de sua vida. Devido a esta natureza, Django esteve em conflito em diversas situações e pode ter ficado um distante do mundo da praticidade, mas frequentemente estava em contato com seu intimo, com a paz de espírito de onde surgiu o ardente afeto e sensibilidade pela música. que foi expressada de uma maneira original e única  deixando um forte legado que definiu o Jazz Manouche. 



segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Gypsy Jazz - Full Concerts (Part 1)

Com o excesso de informação em tempos modernos da internet pode ficar difícil se concentrar e assistir um show completo, são muitas opções disponíveis nas 'abas' laterais que te levam a outros links e depois a outros e assim vai. Mas doar o tempo para assistir um "full concert" é uma grande escola, ainda mais se o video tiver com a ordem do set list como foi "ao vivo".

Creio que assim como num álbum gravado em estúdio a ordem das músicas tem uma importante função com a conexão com o ouvinte/platéia, com 'música certa' na 'momento certo' a troca de energia é inevitável.

Pelo lado técnico como músico acho interessante ver a 'evolução' dos músicos, o aumento do entrosamento música a música e em alguns também erros de estrutura na forma da música no improviso, afinal errar é humano e todos os grandes gênios são humanos.

Segue links de shows completos dos mestres Angelo Debarre e Bireli Lagrene  em diferentes fases ... sempre geniais! 


Angelo Debarre - Tchavolo Schmit

Ano:2005
Duração: 1 hora e 5 minutos

Angelo Debarre - Guitarra Manouche
Tchavolo Schmit - Guitarra Manouche
Chiquito Lambert - Guitarra Manouche
Tchavolo Hassan - Guitarra Rítmica
Etinne Limoff - Contabaixo



Angelo Debarre - Live in Paris

Ano:2008
Duração: 48 minutos
Angelo Debarre - Guitarra Manouche
Tchavolo Hassan - Guitarra Rítmica
Antonio Licusati - Contabaixo
Marius Apostol - Violino



Angelo Debarre - Manoir des mes reves

Ano:2010
Duração: 59 minutos

Angelo Debarre - Guitarra Manouche
Tchavolo Hassan - Guitarra Rítmica
Antonio Licusati - Contabaixo
Rocky Gresset - Guitarra ManoucheDavid Reinhadt - Guitarra Manouche Ludovic Beier - Acordeon
Marius Apostol - Violino
Ioan Streba - Clarinete






Bireli Lagréne - Jazz a Vienne 

Ano: 2002
Duração: 2 horas e 58 minutos.

Um 'marco' na historia do Jazz Manouche, o Bireli Lagrene convida ao palco grandes nomes como Florin Niculescu - violino; Hono Winterstein - guitarra rítmica; Thomas Dutronc - guitarra; Diego Imbert - contrabaixo Martin Weiss - violino; Dorado Schmitt - guitarra manouche; Sylvain Luc - guitarra nylon; David Reinhardt - guitarra manouche ; Stochelo Rosenberg - guitarra manouche; Tchavolo Schmitt - guitarra manouche; Angelo Debarre - guitarra manouche; Serge Krief - guitarra manouche; Richard Chiche - guitarra; Richard Galliano - accordeon




Bireli Lagréne - Live in Paris 

Ano:2004
Duração: 1 hora e 44 minutos

Bireli Lagrene: Guitarra Manouche e Acústica
Hono Winterstein: Guitarra Rítmica
Franck Wolf: Saxofone
Diego Imbert: Contrabaixo


Bireli Lagréne - Acoustic Quartet

Ano:2017
Duração: 1 hora e 45 minutos

Bireli Lagrene: Guitarra Manouche
Hono Winterstein: Guitarra Rítmica
Franck Wolf: Saxofone
Willian Brunard: Contrabaixo 





sexta-feira, 25 de agosto de 2017

3 MITOS X VERDADES - GYPSY JAZZ (Part 1)

O Jazz Manouche/Gypsy Jazz é cercado de mitos e lendas, creio que pela própria raiz peculiar e excêntrica dos ciganos tanto como pela democratização da internet em talvez disseminar informações sem atestados de veracidade. As conclusões abaixo foram vividas e atestadas em convívio e experiências próprias e aprendizado com outros músicos.

A seguir a primeira parte de: 3 MITOS X VERDADE DO GYPSY JAZZ


1 - Violão boca D é pra tocar base?


Na década de 30 quando o Hot Club of France surgiu com os dois violonistas base (Joseph Reinhadt e Roger Chaput tocando o D hole fazendo base para Django (que preferencialmente usava o modelo oval hole) criou se o mito que os violões com boca D eram feitos para base, os violões usados pela dupla rítmica do HCF soavam 'gordos e pesados'(e precisavam pelo fato de não tocarem com amplificação) e botavam pressão no ritmo "La Pompe", um dos fatores principais do violão soar mais gordo e pesado não eram o formato da boca e sim a escala do violão, o modelo original D hole tinha 12 casas, que faz as cordas ficarem menos tensionadas e produzirem um som mais 'gordo' ainda mais tocando juntamente com outro violão.

O modelo D hole tem o som menos anasalado que o Oval hole , os dois modelos são usados pra 'base' e 'solo', apesar de não ser uma regra, creio que um fator considerável diferença é o comprimento da escala: 650 (12 fret), 670 (14 fret) entre outras medidas. (vide review Oval Hole ou D hole?) 
O modelo oval hole tem a preferências da maioria dos guitarristas ciganos, mas grandes guitarristas como Angelo Debarre, Bireli Lagrene, Lolo Meier e até mesmo Django tocou o modelo D em gravações, concertos e jams.

Resultado: MITO!



2 - Precisa usar palheta grossa 


Quem se aventura a estudar o jazz manouche logo encontra um 'universo' próprio do estilo tanto em termos de diversos artistas e bandas, luthiers, instrumentos e inúmeros acessórios no qual estão inclusos uma infinidade de modelos e fabricantes das mais variados modelos de palhetas com materiais e espessuras diversas.

Django tinha preferência por palhetas grossas feitas de casco de tartaruga ou marfim de elefantes, uma de suas palhetas mais parecia uma pedra com os lados todos irregulares, porém essa é apenas uma das muitas palhetas usados por Django Reinhardt.


Muitos guitarristas e fabricantes continuam essa tradição da 'palheta grossa', a cada dia aparece a 'melhor palheta' e os testes em busca do santo timbre continuam...

Por outro lado guitarristas do alto escalão e de sonoridade inquestionável como: Bireli Lagrene, Antoine Boyer, Adrien Moignard, Gonzalo Bergara, entre outros usam palhetas 'comuns' e 'finas' encontradas em qualquer loja de música.

O que pra alguns pode parecer um simples detalhe mas perder uma palheta que está acostumado a tocar numa situação de responsabilidade de execução musical pode ser um terrível pesadelo, ainda mais se for uma dessas palhetas raras... vindas das montanhas da patagônia, feitas com ossos de mamute da zâmbia e lavadas com lagrimas da virgem princesa aborígene.

Resultado: MITO!


3 - Cordas aço bronze NÃO servem para guitarras manouche


As cordas tradicionais usadas nas guitarras ciganas são revestidas com fios de seda ou cobre banhado com prata que faz o timbre transitar entre o aço e nylon, com mais brilho que o nylon e menos que os encordoamentos de aço.

Os encordoamentos 'bronze' ou revestidos tipo 'coated' de alta duração tem a característica de extra brilho no som, pode ter um maior volume em relação a encordoamentos prateados mas a essência do timbre não tem nada a ver com jazz manouche/gypsy jazz impera um 'áspero excesso de brilho' quando usado nas guitarras gypsy manouche.
Dica: Se não tiver cordas próprias pra jazz manouche escolha qualquer encordoamento prateado ao invés do bronze.

Resultado: VERDADE!



       Em resumo creio que o que vale mesmo a arte o prazer e a diversão de fazer e escutar música, não importa onde tocado, marcas, modelos e etc se estiver tocada corretamente e tocar o coração...tá valendo mas um estilo seja na tradição musical ou cultural se torna um 'estilo' pela soma de 'detalhes' e 'peculiaridades' que estão relacionadas a eles, você escolhe os 'detalhes' que que carregar no teu som!



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Lista de todas as músicas gravadas por DJANGO REINHARDT


Django Reinhardt gravou solo, em duo, quarteto, quinteto, com bateria, sax, violino, clarinete, dois violões base, com cantora, cantor, orquestra e big band ... sua versatilidade e criatividade transcendeu os padrões musicais dos tempos. Segue a lista com todas as músicas gravadas por Django entre 1928 e 1953, lembrando que Django gravou alguns temas diversas vezes em períodos distintos de sua vida e algumas músicas aparecerem em gravações com nomes diferentes e também traduzidos do inglês para francês e vice versa, ambos estão na relação.



A:


A Little Love A Little Kiss

A Pretty Girl Is Like A Melody

A Tisket a Tasket

ABC

After You've Gone

Ah! La Biguine

Ainsi Soit-il

Ain't Misbehavin'

Alabamy Bound

All Of Me

All The Things You Are

Anniversary Song

Annonce

Anouman

Anything Goes

Appel Indirect

Apple Honey

Are You In The Mood

Artillerie Lourde

At The Jimmy's Bar

Au Grande Large

Au Pays De L'Hindustan

Aubade Charmeuse

Avalon 


B:


Babik

Baby

Baby Won't You Please..

Begin The Beguine

Bei dir war es immer so schon

Bei Mir Bis Du Schon

Believe It Beloved

Belleville

Between The Devil And..

Big Boy Blues

Bijou

Bill Coleman Blues

Billet Doux

Black and White

Black Night

Black Panther Stomp

Blue Drag

Blue Drag No.2

Blue Interlude

Blue Light Blues

Blue Lou

Blue Moon

Blue Skies

Blues

Blues Clair

Blues d'Autrefois

Blues en Mineur

Blues For Barclay

Blues For Ike

Blues of Yesterdays

Body And Soul

Bolero

Boogie Woogie

Boogie Woogie Pt.I

Boogie Woogie Pt.II

Bouncin' Around

Braggin' The Briggs Pt.II

Brazil

Bricktop

Bright Eyes

Budding Dancers

Bugle Call Rag

C:


C Jam Blues

Cadillac Slim

Canaria

Carinoso

Cascades

Cavalerie

Cette Chanson est pour Vous

Charleston

Chasing Shadows

Chez Moi

Chez Moi a Six Heures

Chicago

China Boy

Chinatown

Christmas Swing

Clair de Lune

Clopin Clopant

Cloud Castles

Clouds

Cocktails For Two

Cocktails pour Deux

College Stomp

Confessin'

Continental

Coquette

Cou-Cou

Crazy Rhythm

Crazy Strings

Crepuscule



D:


D.R.Blues

Danse Norvegienne

Danse Norvegienne No.2

Danse Nuptiale

Daphne

Darktown Strutters Ball

Darling Je Vous Aime Beaucoup

De Nulle Part

Deccaphonie

Deception d'Amour

Del Salle

Deux Cigarettes dans l'Ombre

Deux Pieds Gauches

Diminishing

Diminushing Blackness

Dinah

Dinette

Distraction

Divine Beguine

Django Rag

Djangology

Django's Blues

Django's Dream (Reverie)

Django's Tiger

Doin' The New Low Down

Don't Be That Way

Don't Worry About Me

Double Whisky

Douce Ambiance

Dream Of You

Dream Ship

Duke and Dukie Pt.I

Duke and Dukie Pt.II

Dynamisme



E:


Easter Parade

Easy Going

Echoes of France

Echoes of Spain

Eclats de Cuivres

Eddie's Blues

Embraceable You

Eveline

Exactly Like You 



F:


Fantaisie

Fantaisie sur une Danse Norvegienne

Farewell Blues

Fast, Slow, Medium Tempo

Fat

Feerie

Festival 48

Festival Swing

Festival Swing 1942

Fiddle's Blues

Fievre (Moon Glow)

Fine And Dandy

Finesse (Night Wind )

Fleche d'Or

Fleur d'Ennui

Folie a Amphion

For Sentimental Reasons

From Now On

From You



G:


Gabriel's Swing

Gaiment

Georgia On My Mind

Good Morning Blues

Gotta Date In Louisiana

Griserie 



H:


Hallelujah

Hands Across The Table

Hangin' Around Boudon

Harlem Swing

HCQ Strut

Honeysuckle Rose

Hot Lips

How High The Moon

Hungaria 



I:


I Ain't Got Nobody

I Can't Believe That You're In Love With Me

I Can't Get Started

I Can't Give You Anything But Love

I Cover The Waterfront

I Get A Kick Out Of You

I Got Rhythm

I Know That You Know

I Love You

I Saw Stars

I Surrender Dear

I Wonder Where My Baby Is Tonight

I Won't Dance

Ici L'On Peche

If Dreams Came True

If I Had You

I'll Never Be The Same

I'll Never Smile Again

I'll See You In My Dreams

I'm Coming Virginia

I'm Gonna Wash My Hands Of You

I'm In The Mood For Love

Impromptu

Improv..Starry Night

Improvisation

Improvisation No.2

Improvisation No.3 Pt.I

Improvisation No.3 Pt.II

Improvisation No.4 (solo)

Improvisation No.5

Improvisation No.6

Improvisation on Tiger Rag (Ride Red Ride)

Improvisation sur la Danse Norvegienne

Improvisation sur le Premiere Movement du..

Improvisation sur une Danse Norvegienne

In A Sentimental Mood

In The Still Of The Night

Indecision

Insensiblement

Interpretation Swing du Premiere Movement..

Interview

I'se A Muggin'

It Don't Mean A Thing..

It Had To Be You

It Might As Well..

It Was So Beautiful

It's Only A Paper Moon

I've Found a New Baby

I've Got My Love To Keep Me Warm

I've Had My Moments



J:


J'ai Besoin de Toi

Japanese Sandman

J'Attendrai

Je sais que vous etes Jolie

Je Suis Sex Appeal

Je Voudre Vivre

Jeepers Creepers

Jersey Bounce

Joyeuse Fumee

Jumpin' At The Woodside

Jumping With Symphony Sid

Just A Gigolo

Just For Fun

Just One Of Those Things



K:


Keep Cool



L:


La Caravane

La Chanson du Large

La Cigale Et La Fourmi

La Derniere Bergere

La Mer

La Petite Ile

La Plus Belle

Lady Be Good

Lambeth Walk

L'Amour en Fleurs

L'Amour en Voyage

Le Jambe en Bois

Le Jour ou Je Te Vis

Le Meme Coup

Le Piano Mechanique

Le Roi Marc

Le Sheik

Le Soir

Lentement, Mademoiselle

Les Baisers Prisonniers

Les Quatre Farceurs

Les Salades de l'Oncle Francois

Les Yeux Noirs

Liebesfreud

Liebestraum No.3

Lily Belle May June

Limehouse Blues

Liza

Louise

Lover

Lover Come Back To Me

Lover Man

Loves Melody

Loves Melody (Melodie au Crepuscule)

Love's Mood

Low Cotton



M:


Ma Reguliere

Mabel

Mademoiselle Adeline

Magic Strings

Mam'zelle

Manoir de mes Reves

Margie

Marie

Melodie au Crepuscule

Menilmontant

Micro

Mike

Minor Blues

Minor Swing

Mirages (Chasing Shadows) - YL

Miss Annabelle Lee

Miss Otis Regrets

Mixture

Moi Aussi

Mon Bateau est Si Petit

Mon Coeur Reste Pres De Toi

Monmartre

Moon Glow

Moppin' The Bride

Moten Swing

My Blue Heaven

My Carolina Hideaway

My Melancholy Baby

My Serenade

My Sweet

Mystery Pacific



N:


Nagasaki

Naguine

Nature Boy

Ne Sois Pas Jalousie

Nerves and Fever

New York City

Night and Day

Ninouche( Minouche )

No Name Blues

Nocturne

Noel Blues

Novel Pets

Nuages

Nuages (no intro)

Nuages (No.2)

Nuages (with intro)

Nuit de St.Germain Des Pres

Nympheas 



O:


Oiseaux de Iles

OK Toots

Ol' Man River

On The Sunny Side Of The Street

Onze Heures Vingt

Organ Grinder's Swing

Oriental Shuffle

Ou Es-Tu Mon Amour

Oubli

Oui

Oui, c'est ca

Out Of Nowhere

Over The Rainbow


P:


P.B. Flat Blues

Panassie Stomp

Par Correspondance

Paramount Stomp

Parce Que Je Vous Aime

Parfum

Parisette

Part 4764-1 Moppin' The Bride

Part 4765-1 Insensiblement

Part 4766-1 Mano

Part 4767-1 Blues Primitif

Part 4768-1 Gipsy With A Song Pt.II

Part 4769-1 Gipsy With A Song Pt.I

Pas Sur La Bouche

Peche a la Mouche

Pennies From Heaven

Petit Homme c'est l'Heure de faire Dodo

Petite Lili

Petits Mesonges

Pigalle

Place de Brouckere

Please Be Kind

Points Roses

Porto Cabello

Pour Commencer

Pour Terminer

Pour Vous

Pourquoi, Pourquoi? (No Django?) - AP

Premiere Idee d'Eddie

Prenez Garde au Mechant Loup

Presentation Stomp



Q:


Quand Il Est Tard

Quatre Tickets

Que Reste-t-il nos Amour


R:


Reflets

Rendez-vous sous la Pluie

Reverie

Rhythme Futur

Ric et Pussy

Ridin' Along The Moscowa

Rockabye Basie

Rose Room

Rosetta

Royal Garden Blues

Run Mary,Run/ Oh Didn't It Rain

Runnin' Wild

Russian Songs Medley

R-Vingt-Six


S:


Scatterbrain

Seagulls

September Song

Serenade d'Hiver

Serenade For A Wealthy Widow

Seul Ce Soir

Shine

Si J'Aime Suzy

Si J'avais Ete

Si Tu Savais

Siffler en Travaillant

Simplement

Smoke Gets In Your Eyes

Smoke Rings

Solid Old Man

Solitude

Some of These Days

Somebody Loves Me

Sometimes I'm Happy

Songe d'Automne

Sophisticated Lady

Souvenirs

Speevy

St. Louis Blues

St.James' Infirmary

St.Louis Blues

Stardust

Stephen's Blues

Stockholm

Stomp

Stompin' At Decca

Stompin' At The Savoy

Stormy Weather

Studio 24

Sugar

Sur Le Bords d'Alamo

Swanee River

Sweet Chorus

Sweet Georgia Brown

Sweet Serenade

Sweet Sue

Sweet Sue, Just You

Swing '39

Swing '41

Swing '42

Swing 48

Swing de Paris

Swing Dynamique (Micro)

Swing From Paris

Swing Guitars

Swingin' The Blues

Swinging With Django

Swingtime In Springtime

Symphonie





T:


Taj Mahal

Tarragone

Tea For Two

Tears

Tel Quel

Terrain a Vendre

The Continental

The Flat Foot Floogie

The Man I Love

The Object of My Affection

The Peanut Vendor

The Sheik of Araby

The World Is Waiting For The Sunrise

Them There Eyes

This Kind Of Friend

Three Little Words

Tiger Rag

Tiger Rag (alt)

Time After Time

Time On My Hands

To Each His Own

To Each His Own-Symphony

Toboggan

Ton Doux Sourire

Tons d'Ebene

Tornerai (J'attendrai)

Topsy

Tout Le Jour, Toute la Nuit

Troublant Bolero

Truckin'

Twelfth Year

Two Improvised Gtr Solos



U:


Ultrafox

Un Amour Comme Le Notre

Un Baiser

Un Instant D'Infini

Un Sourire en Chantant

Undecided

Uptown Blues




V:


Vamp

Vendredi 13

Vette

Vieni, Vieni

Viper's Dream

Vivre Pour Toi - AP


Vous et Moi

Vous qui Passez sans Voir



W:


Waltzing With A Dream

We Were So Young

Webster

Weekend Stomp

Welcome Pt.I&II

What A Difference A Day Made

What Is This Thing Called Love

When Day Is Done

When My Ship Comes In

Whoa Babe

Why Shouldn't I Care



Y:


Y en a pas Deux comme Moi

Yesterdays

You And The Night And The Music

You Rascal You

You Took Advantage Of Me

Younger Generation

You're Driving Me Crazy

Yours And Mine


Z:


Zuiderzee Blues

terça-feira, 22 de agosto de 2017

SURDO PICKUPS - REVIEW

        Todos sabemos que o melhor som é o natural do instrumento e que teoricamente sendo captado por microfone pode ser mais fiel em sua amplificação, mas na prática não é bem assim, microfonias, timbre e volume na maioria das vezes deixam muito a desejar na maior parte das vezes, em palcos grandes e também nos menores em pubs, bares e etc.

       O captador piezo tipo bigtone ou Stimer são a opções de saída pra diversos guitarristas manouche por terem menos feedback e podendo ser tocados em volumes mais altos... mas os timbres... ahh esses estão muito longe do natural do instrumento, o piezo é muito 'aspero' não tem o som da caixa do violão, do ar ... se plugar e usar somente o piezo ... o resultado é o timbre de latinha.

      O Stimer captador magnético usado por Django de 1947 em diante tem um alto ganho de saída, é  bem agressivo, com um timbre bem peculiar, próximo de uma guitarra e bem distante do timbre natural do instrumento. Leia o Review:Tipos de captação para guitarra manouche (set 2015)




       Na incessante busca de resolver a complicada equação timbre+volume+dinâmica para amplificar uma guitarra manouche, o nome pode ate soar um pouco irônico em se tratar de um captador mas os SURDO PICKUP fabricados mão em Galatina na Itália por Antonio Surdo me surpreendeu, o modelo Logottino por mais fino que outros captadores magnéticos (tem de 0,4 de espessura) pode ser usado em guitarras manouche, archtop, acústicas, violões folk, jumbo, 12 cordas, viola caipira, banjo e outros instrumentos com cordas de aço.


É um captador magnético com saída XLR de baixa impedância o que torna o timbre mas natural e menos 'ardido' do que um captador magnético comum, soa entre como uma combinação de mic + magnético.

      O captador é bem leve e com bonito acabamento (dourado ou cromado) fica bem discreto no instrumento e instalação é feita na hora de usar.
 A fixação no instrumento é feita por uma presilha que passa por dentro do captador, é  extremamente prática e segura para não danificar o verniz ou pintura do instrumento, podendo ser fixada do lado direto ou esquerdo da boca do instrumento aumentando ao opções de timbres.


O Logottino - Surdo pickup ficou com som mais encorpado e definido quando plugado a entrada de microfone (alto ganho) o captador não precisa de alimentação phamtom power (48v), com um adaptador xrl-p10 pode ser plugado em qualquer amplificador, pedaleira ou direto na mesa.

Angelo Debarre foi presenteado por Surdo Pickups e em algumas apresentações usa o Logottino pickup em sua guitarra manouche. Assista trecho gravado no Cottom Club de Roma:


            Tenho usado o Logottino pickup em praticamente todas apresentações ao vivo, o timbre é super definido, quente e com muitas nuances em captar as dinâmicas. Diria que o timbre 'pronto', a beleza e a sua rápida instalação são as maiores qualidades desse produto que veio para realmente ajudar e dar uma nova saída para o dilema de captação e amplificação dos instrumentos e corda principalmente para as guitarras manouches e acústicas.

Mauro Albertt Quarteto - Jurerê Jazz Festival 2017

  O Logottino tem um ótimo custo benefício, ainda mais se você pensar que pode usar ele vários instrumentos, um captador "Logottino" entregue em casa aqui no Brasil sai por mais ou menos 480 reais.
  
  Se quiser informações mais detalhadas sobre os Surdos Pickups e como adquirir entre em contato comigo pelo email: mauroalbert@gmail.com e escreva Surdo Pickups no titulo da mensagem.