segunda-feira, 22 de junho de 2020

MINOR SWING 37 - 50's


Se tem o jazz manouche/gypsy jazz tivesse que ser defindo em uma musica certamente essa seria "Minor Swing", é o "clássico dos clássicos" de Django/Grappelli, hino do jazz manouche está presente em praticamente todas as gigs, é uma composição em cima de simples progressão I IV V, foi gravada cinco vezes por Django entre 1937 e 1950. A versão mais conhecida é primeira gravada com a formação original do Hot Club of France em 1937 foi tema e apareceu em filme, desenho, trailler, curta,longa, serie, seriado, novela, propaganda, encontros amorosos, abertura de UFC e outros...

Em todas versões Django esbanja técnica e criatividade...!


1937 
Stephane Grappelly (violino)
Django Reinhardt (guitarra solo)
Joseph Reinhardt (guitarra rítimica)
Eugene Vees (guitarra rítimica)
Louis Vola (baixo)


1947 Paris
Django Reinhardt (guitarra solo)
Maurice Meunier (clarinete)
Eugene Vees (guitarra rítmica)
Emmanuel Soudieux (baixo)
Andre Jourdan (bateria)


1948 Bruxelles 
Hubert Rostaing (clarinete) 
Django Reinhardt (guitarra solo) 
Henri "Louson" Baumgartner (guitarra rítimica) 
Louis Vola (baixo) 
Arthur Motta (bateria) 

1949 Roma
Django Reinhardt (guitarra solo)
Stephane Grappelly (violino)
Gianni Safred (piano)
Carlo Pecori (baixo)
Aurelio de Carolis (bateria)


1950 Roma
André Ekyan (clarinete); Raph Schécroun (piano); Django Reinhardt (guitara solo); Alphonse "Alf" Masselier (baixo); Roger Paraboschi (bateria)

DJANGO E AS ULTIMAS GRAVAÇÕES COM GRAPPELLI (ROMA 1949)


Lançado com o titulo de Django in rome ou Django Rome Sessions, a coletânea reúne as ultimas gravações feitas no início do ano de 1949 de Staphane Grappelli com Django, acompanhados por um trio de músicos italianos: o pianista Gianni Safred , o baixista Carlo Pecori e o baterista. Aurelio de Carolis.

Outra parte da coletânea conta com a participação do clarinetista / saxofonista Andre Ekyan ao gravações em estúdio e vivo em 1949 e 1950.

Essa coletânea icônica com 4 cd´s e 90 faixas apresenta Django na sua melhor forma tocando o violão manouche acústico com Grapelli e Guitarra Mogar (amplificada com captador magnético Stimer ou DeArmond) nas sessões com Ekyan de 49 e 50.



Vale muito a escuta com atenção!!


Gravado em Janeiro -Fevereiro de  1949 nos RAI Studios , Roma - Itália

Django Reinhardt (g); Stéphane Grappelli (v); Gianni Safred (p); Marco Pecori (b); Aurelio de Carolis (bt)

Dream Of You, Begin The Beguine, How High The Moon, Nuages (No 1), I Can't Get Started, I Can't Give You Anything, But Love, Manoir De Mes Réves, Nuages (No 2) *, Over The Rainbow, Night And Day, Minor Blues. Nature Boy, The World Is Waiting For The Sunrise, Vous Qui Passez Sans Me Voir, Hallelujah, Nagasaki, I'll Never Be The Same, Swing, 39. Clopin Clopant, Honeysuckle Rose, All The Things You Are, Djangology, Liza, For Sentimental Reasons, Daphne, Beyond The Sea (La Mer), Sweet Georgia Brown, Lover Man, Marie, Stormy Weather, Minor Swing, To Each, His Own, What Is This Thing Called Love, Ou Es-Tu Mon Amour (Where Are You My Love), Undecided, Improvisation #4, I'm In The Mood For Love *, Swing 42, I Surrender Dear, After You've Gone, Mam'zelle *, I Got Rhythm, I Saw Stars, Artillerie Lourde, It's Only A Paper Moon, Time On My Hands, Bricktop, Improvisation On Tchaikowsky's Starry Night, My Blue Heaven, Menilmontant, Swing Guitars, My Melancholy Baby, Truckin', Webster, Micro (Mike), Micro (Mike), The Man I Love, The Peanut Vendor, Just A Gigolo *, Troublant Bolero, Rosetta, Blues Skies, It Might As Well Be Spring, Blue Lou, I'll Never Be The Same, Brazil, What A Difference A Day Made, Pig alle, Body And Soul *, Que Reste-Il De Nos Amours?


 



sábado, 8 de fevereiro de 2020

I FESTIVAL DE JAZZ MANOUCHE DE CURITIBA


Em fevereiro dos dias 13 a 16 vai acontecer o I Festival de Jazz Manouche de Curitiba o primeiro festival dedicado ao estilo realizado no sul do país.
Com o empurrão psicológico de José Fernando o organizador do Festival de Jazz Manouche de Piracicaba e com os esforços do super acordeonista Marcelo Cigano a idealização do festival foi tomando forma, no cast de artistas nomes representantes do estilo no país como: Bina Coquet, Sebastián Abuter, Hot Club de Piracicaba, Jazz Cigano Quinteto, Giu Nogueira, Nando Vicencio, Israel Fogaça, Winicius Luiz, Danilo Vianna e eu honradamente me apresento nesse importante marco pro estilo.
As apresentações vão acontecer no Vale da Música (Ópera de Arame), Dizzy Café Concerto, Garagem Instrumentos Musicais, Full Jazz Bar, Sesc da Esquina e Don Max.

O Concerto Oficial do Festival vai acontecer no Sábado dia 15.02 as 20:30 no Teatro do Sesc da Esquina com 5 apresentações: Bina Coquet & Sebastián Abuter, Israel Fogaça Quinteto, Murillo Da Rós Trio Flamenco, Giu Nogueira e Marcelo Cigano & Mauro Albert Quarteto.
Link do evento: (https://www.facebook.com/events/639690790168011/)





Dia 13.02 - ABERTURA DO I FESTIVAL DE JAZZ MANOUCHE DE CURITBA


15:20H
>>> Mauro Albert & Marcelo Cigano <<<
Local: Vale da Música
Ópera de Arame - Abranches.


21:00H
>> Israel Fogaça, Mauro Albert, Marcelo Cigano, Winicius Luiz e convidados <<
Local:no Dizzy Café Concerto
R. Treze de Maio, 894 - São Francisco




Dia 14.02 - SEGUNDO DIA - I FESTIVAL DE JAZZ MANOUCHE DE CURITBA


14:20H
>> Bina Coquet <<
Local:Vale da Música
Ópera de Arame – Abranches


16:00H
>> Sebastián Abuter <<
Local:Vale da Música
Ópera de Arame – Abranches


20:00H
>> Mauro Albert <<
LIVE no Instagram @clubegaragem | Workshop-Pocket Show
Local: Garagem Instrumentos Musicais
Rua Desembargador Westphalen, 604 – Centro




Dia 15.02 - TERCEIRO DIA - I FESTIVAL DE JAZZ MANOUCHE DE CURITIBA


10:00H
>> Israel Fogaça <<
Local:Vale da Música
Ópera de Arame - Abranches.


12:10H
>> Sebastián Abuter <<
Local:Vale da Música
Ópera de Arame - Abranches.


13:00H
>> Mauro Albert, Israel Fogaça e Marcelo Cigano <<
Local: Full Jazz Bar
R. Silveira Peixoto, 1.297 - Batel


14:20H
>> Bina Coquet <<
Local:Vale da Música
Ópera de Arame – Abranches


16:00H
>> Hot Club de Piracicaba <<
Local:Vale da Música
Ópera de Arame - Abranches



20:00H
> I FESTIVAL DE JAZZ MANOUCHE DE CURITIBA CONCERTO OFICIAL <
- BINA COQUET & SEBASTIAN ABUTER
- ISRAEL FOGAÇA QUINTETO
- MURILLO DA RÓS Trio
- GIU NOGUEIRA
- MAURO ALBERT & MARCELO CIGANO
+ Nando Vicencio, Danilo Vianna e Winicius Luiz
Local: Teatro do SESC da Esquina
R. Visconde do Rio Branco, 969 - Mercês



23:30H
>>> QUINTETO JAZZ CIGANO & HOT CLUB DE PIRACICABA <<<
Local: Purple Reis
R. Trajano Reis, 277 - São Francisco






Dia 16.02 - QUARTO DIA - I FESTIVAL DE JAZZ MANOUCHE DE CURITIBA


12:00H
>> Django Jam <<
Local: Full Jazz Bar
R. Silveira Peixoto, 1.297 - Batel


14:10H
>> Israel Fogaça <<
Local:Vale da Música
Ópera de Arame – Abranches


19:30H - Encerramento do Festival
>> Marcelo Cigano Trio <<
Local: Don Max
Rua Tenente Max Wolf Filho, 37 - Água Verde


APOIO:
GRAND RAYON HOTEL, FOGAZZA COSMÉTICOS, GARAGEM INSTRUMENTOS MUSICAIS, AZS CAPTAÇÕES, BATEL GRILL, SPRING, FAMILIA FARINHA, RIFFS, ALIANÇA FRANCESA, A EMPREENDEDORA E HUMAN DESIGN.





https://www.facebook.com/festivaldejazzmanouchedecuritiba/ 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

"Joie De Vivre" - Dario Napoli - Novo álbum - Lançamento 13.12.2019

Com lançamento programado para o dia 13.12.2019 o projeto 'Modern Manouche' de Dario Napoli se prepara para lançar o seu quarto álbum "Joie De Vivre".


Tive o prazer de escutar em primeira mão esse álbum muito bem gravado com sonoridade despojada e ao mesmo tempo cheio de pegada com Dario Napoli guitarra manouche e acústica, Tomaso Papini, violão rítmico e o baixista Tonino de Sensi que dobra as encrencadas frases de Dario mostram unidade e sintonia entre o trio. 

Além das óbvias influências do swing cigano, Joie De Vivre apresenta composições originais misturando elementos do bebop e do jazz moderno até o funk e o groove. Composições autorais, django e standarts de jazz constituem uma obra conceitual com o bom gosto, virtuosismo e sensibilidade em equilíbrio que expande o universo do jazz manouche atual ao redor do mundo.



Dia 13.12.2019 - LANÇAMENTO OFICIAL




quinta-feira, 30 de maio de 2019

Albuns essenciais (Parte 1)

Escutar obra completa do pai, criador e principal referência para os guitarristas de jazz manouche Django Reinhardt é uma 'atividade óbvia". O legado do mestre cresce a cada dia com fantásticos músicos e essa primeira lista de essenciais é a prova disso, vale a pena cada nota!
Os álbuns não estão listados em ordem de preferência ou qualquer outro tipo de categoria. 





Todos trabalhos de Angelo são uma aula de técnica, time e frases 'nervosas' cheias de bom gosto, mas certamente esse álbum de estreia produzido por Jon Larsen e lançado pela Hot Club Records é um marco no estilo. Acompanhado de Serge Camps na guitarra rítmica e Frank Anastasio no contrabaixo é uma aula de jazz manouche.

Bireli Lagrene é uma dos maiores nomes do jazz manouche, em um dos concertos da turne de promoção do álbum Gipsy Project & Friends aconteceu o lendário concerto no Jazz a vienne na França onde Bireli reuniu um super time de gypsy jazz players como: Angelo Debarre, Tchavolo, Dorada e Samsom Schmitt, Richard Galliano, Sylvain Luc, Florin Niculescu, e outros, esse concerto registrado em video em 2002 é um dos marcos dos 'novos' tempos depois que o jazz manouche voltou a ser redescoberto na década de 80. 



Considerado pela crítica especializada como o maior guitarrista do mundo quando tinha pouco mais de 20 anos e ter surtado pelo uso de drogas fez de Jimmy Rosenberg uma lenda viva do jazz manoche, depois de mais de 10 anos fora do cenário em clínicas de reabilitação e reclusão, em 2019 Jimmy reapareceu e acendeu as esperanças de fãs. O álbum "Trio" de 2004 apresenta o fantástico guitarrista na sua melhor forma.


Moreno Winterstein acompanhou com Tchan Tchou Vidal por alguns anos, essa experiência com uma das principais referências do jazz manouche influenciou e formou seu estilo próprio de tocar. Super álbum.


Certamente uma das maiores revelações do jazz manouche dos tempos recentes, o jovem prodígio Antonie Boyer lançou em 2012 "Sita" que é seu terceiro álbum e lhe rendeu diversas premiações como "Revelation" da Jazzman Magazine "Revelation 2012 pela revista Guitarist Acoustic, bem merecido por este álbum gravado por um jovem com menos de vinte anos.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

"LA MUSIQUE TOUJOURS VIVANTE DE LOUIS PLESSIER"

Em resumo sobre este álbum de 13 composições inéditas:

- 3 músicas gravadas em duo Louis Plessier & Mauro Albert em 2013
- 5 músicas/ improvisos restaurados de Louis Plessier "Solo", gravados entre 2011 e 2013.
- 5 composições de Louis Plessier que arranjei e interpretei a minha maneira. Gravado em 2019.



Um fato particular são algumas faixas que foram 'presentes' de Louis para seus queridos como: Pour Marilene (feita pra sua esposa), Pour Noah (feita para meu filho) e Luísa Rosa (feita para filha de nosso amigo e violinista Wagner Costa)




"La musique toujours vivante de Louis Plessier"... foi um desafio que me ensinou, re orientou e me conectou com os ensinamentos do meu querido amigo Louis Plessier! Obrigado mais uma vez Mestre!


 

O álbum está disponível em CD e no formato digital MP3 no site:
http://www.mauroalbert.com/main/index.php/pt/projetos/la-musique-toujours-vivante-de-louis-plessier
 

A pedido da esposa de Louis Plessier tive a honrosa tarefa de produzir e gravar um álbum com composições inéditas do mestre Louis Plessier, quem o conheceu sabe o músico realmente ímpar que era, que de maneira totalmente intuitiva ele podia compor quantas melodias quisesse a qualquer momento, sim, quantas ele quisesse! Uma após a outra as "mais belas" linhas melódicas brotavam como presentes do céu. Louis era 100% autodidata e como muitos manouches "não sabia" nome de escalas e acordes...sabia fazer música como poucos!

Eu e Plessier tocamos muitas e muitas vezes juntos posso dizer humildemente que sei a visão que ele tinha em relação a música, improvisação, execução, os pensamentos e a vida... tudo tinha que estar conectado e ao mesmo tempo totalmente livre e sem retoques, o modo "manouche" de olhar a vida foi o que deu a orientação e conduziu todo processo.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Stradimarius Apostol - Entrevista


Um dos maiores violinistas do planeta, Marius Apostol nasceu em agosto de 1972 na Romênia,
conhecida por seus virtuosos violinistas, ele é de uma família de renomados músicos internacionais, incluirá o pai Stelian Apostol, acordeonista romeno e seu primo Florin Niculescu, também um grande violinista.

Desde 2000, estabeleceu-se em Paris e trabalha com os melhores músicos e artistas franceses e internacionais como: Biréli Lagrène, Christian Escoudé Angelo Debarre, Sanseverino, Sylvain Luc, Ludovic Beier, entre outros.

"Stradimarius" um trocadinho do seu nome com o lendário violino Stradivarius, Marius Apostol ficou mundialmente conhecido por dividir o palco com Angelo Debarre, parceria que resultou no álbum "Cumplicité", lançado em 2013.



E N T R E V I S T A  com  M A R I U S  A P O S T O L

* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche




Quantos anos você começou a tocar?

S.A - Eu comecei com 4 anos.


Quais são suas influências?

S.A - Música Cigana e música Clássica.


Qual violino e cordas você prefere?

S.A - Eu toco um violino italiano com cordas Evan pirazzi


Quais são seus projetos futuros?

S.A - Eu tenho três projetos em andamento:


1- novo "Manoir de mes rêves" com 
Angelo Debarre 




2 - Meu quarteto Stradimarius Quartet com Noé Reinhardt - guitarra, Wiliam Brunard - Baixo e Christophe Bras - Bateria. 




3-AkousticRoms projeto de musica cigana.

Que mensagem você pode deixar para os músicos que estão começando nesse estilo?
S.A - eu conselho para todos os músicos é "Seja original e seja você mesmo".




sábado, 2 de março de 2019

Adrien Marco - Entrevista


Adrien Marco é um guitarrista Francês com raízes italianas, 
autodidata, começou no instrumento, descobrindo aleatoriamente a música Django Reinhardt. Hoje, com pouco mais de 30 anos de idade divide o palco grandes mestres de estilo como Angelo Debarre, Tchavolo Shmitt, Dorado Schmitt e outros ...

Embora profundamente ligado ao jazz manouche, Adrien Marco é influenciada por outros estilos de música, que vão desde hip hop americano ao funk music, jazz, música clássica e música italiana.Seu álbum de estréia "Clin d'oeil" foi lançado em 2013. Em 2016 lançou o álbum "Voyages" recebido com entusiasmo pela crítica especializada.

O músico reconhecido continua sua jornada, totalizando mais de 900 concertos e eventos notáveis, interpreta de maneira fiel ao estilo aliando uma sonoridade moderna em termos sonoros e no repertório.



E N T R E V I S T A  com  A D R I E N  M A R C O

* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche




Quantos anos você começou a tocar?
A.M - Eu comecei tarde, aos 17 anos, tocando violão.


Quais são suas influências?

A.M - Eu ouço muitas coisas. Música cubana, hip hop, música clássica, italiana, música de filmes, jazz, funk e claro, Django.


Qual guitarra e cordas você prefere?
A.M - Eu uso a guitarra de Jerome Duffell. Som fantástico,  alto nível e exigente de Jerome. Muita resposta e muito preciso. Eu uso cordas argentinas, e eu prefiro cordas vermelhas ou às vezes roxas.


Quais são seus projetos futuros?

A.M - Eu trabalho com meu trio para o projeto no próximo álbum. Nós fizemos o álbum "Voyages" (Viagem) há dois anos, com músicas como o meu compo "Robe Noire", ou homenagem a Buddy Holly, e faremos outro álbum em algum momento, com outras músicas. Meu amigo Titi Haag (guitarrista base) de Forbach gravará com a gente. Estamos terminando de preparar este álbum e vamos ver quando o gravamos. Esperarmos ansiosamente.


Como é a cena da música gypsy jazz na sua cidade?
A.M - Com o meu trio na minha cidade ou região (Bourgogne (Burgundee)), apresentamos essa música para as pessoas, então eles parecem gostar disso e eles nos chamam frequentemente para tocar.


Que mensagem você pode deixar para os guitarristas que estão começando nesse estilo?
A.M - Eu acho que eles têm que entender que o jazz cigano exprime a vida, então é verdadeiramente uma cultura. É importante entender quando eles trabalham ou ouvem jazz cigano. Esta música precisa de coração. Idéias são importantes, mas também são o coração e o som. No meu ponto de vista, acho que a mão esquerda também é importante. Muitos guitarristas não se importam com isso e é um erro. A mão esquerda precisa ser precisa para expressar emoção nesta música. E para terminar, eu diria que o mais importante é: continuar tocando, com o coração. Essa música é uma linguagem pura, então continue sendo simples e singela.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Gypsy Jazz Club - Entrevista


Surgido em Brasília no ano de 2013 o Gypsy Jazz Club se caracteriza por mesclar o jazz manouche com a música brasileira, o bandolim e o cavaquinho representam uma novidade no gênero, por serem instrumentos não tradicionalmente utilizados no jazz manouche. O grupo acaba de lançar o álbum autoral Menestrel, que traz conceitos inovadores e inéditos e mostra como o grupo amadureceu seu trabalho ao longo dos anos. O responsável pela guitarra manouche no grupo Eduardo Souza foi  o porta voz do grupo nessa entrevista.




E N T R E V I S T A  com  G Y P S Y  J A Z Z  C L U B 

* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche




Como surgiu o Gypsy Jazz Club? 


E.S - O Gypsy Jazz Club surgiu em 2013, algum tempo após eu conhecer o violinista norte americano Ted Falcon, que morou em Brasília por alguns anos. No dia em que eu o conheci fizemos um som. Eu o estava acompanhando num choro, acho que Cochichando do Pixinguinha e quando ele estava improvisando, passei a fazer uma espécie de la pompe no acompanhamento. O Ted achou que eu conhecia o estilo. Eu ouvia jazz manouche desde adolescente e gostava de brincar com a pompe, mesmo conhecendo muito pouco e não sabendo absolutamente nada sobre a técnica manouche. Alguns dias depois o Ted me chamou para fazermos uma apresentação de jazz manouche e eu disse a ele que não daria pois não tocava o estilo de verdade. Depois de alguma insistência dele finalmente montamos um trio, ensaiamos algumas músicas e começamos a tocar. O Ted já conhecia muitas músicas do gênero pois tocava desde muito novo com seu pai, que era fã do Django Reinhardt. Fizemos muitas apresentações em duo também, já ampliando o repertório. Mais pra frente entrou o Igor Diniz no baixo e um ano depois o Pedro Vasconcellos no cavaco. Com a volta do Ted em definitivo para os Estados Unidos em 2016, chamamos o Victor Angeleas, bandolim e violão tenor, para ocupar o posto de solista e esta é a formação atual do grupo.


Qual são as influências em comum no grupo? 

E.S - A principal são os mestres da música brasileira, é o que nós todos temos em comum como influência, especialmente o choro. Somos todos brasilienses e o choro é um estilo muito presente na cidade, o que moldou a forma de tocar de cada um de nós.


Qual é o critério para escolha do repertório? 

E.S - O critério para escolha do repertório é a qualidade das músicas, a adequação à nossa formação, que não é uma formação instrumental típica de um conjunto de jazz manouche tradicional, pois nosso solista toca bandolim e violão tenor e temos um cavaquinista no grupo também. Nosso último disco é 100% autoral, só há uma música que não é nossa, chamada "um choro manouche" que é de um amigo, o bandolinista Tiago Tunes.


Qual a visão sobre a cena do jazz manouche no Brasil?
E.S - A cena vem crescendo e tem muita coisa boa rolando. Há trabalhos de alta qualidade como o seu (Mauro Albert), o do Bina Coquet, Marcelo Cigano, Quinteto Jazz Cigano, Hot Club de Piracicaba, dentre outros. Seu trabalho didático também é importantíssimo, fundamental mesmo para consolidar o gênero no país.
Recentemente recebemos o convite do José Fernando Seifarth para participar do Festival de Jazz Manouche de Piracicaba, de forma que no fim do ano vai ser um grande prazer tocar com os demais representantes do estilo e conhecer mais de perto as principais figuras da cena. Obrigado José Fernando!


Quais os planos futuros do grupo?
E.S - Planejamos aperfeiçoar cada vez mais nossa maneira de tocar que está muito ligada à música brasileira. Se possível, queremos atingir um número maior de pessoas com nossa música, tocar em outras cidades e festivais.




terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Marcelo "Sanfoneiro" Cigano - Entrevista


Marcelo Cigano, músico autodidata, nascido em uma família cigana da Sérvia, é reconhecidamente, um dos maiores virtuoses brasileiros em seu instrumento. Ganhou diversos prêmios de acordeão, como o da Associação dos Acordeonistas do Brasil, em 2008, e o do 4º Festival Roland, em 2010. Ainda naquele ano, participou da 63ª Coupe Mundiale, se apresentando no estande da Roland ao Lado de Ludovic Beier. Desse encontro nasceu uma parceria que resultou em uma série de shows no Teatro Paiol, em Curitiba, em 2014.

Entre shows e gravações, Marcelo já tocou com Joel Nascimento, Isaías Bueno, lsrael Bueno, Arismar do Espírito Santo, Guello, Oswaldinho do Acordeon, Ludovic Beier, Hermeto Pascoal, Thiago Espírito Santo, Lea Freire, Toninho Ferragutti, Nailor Proveta, François de Lima, Fábio Torres, Edu Ribeiro, Arthur Bonilla, Spok Frevo Orquestra, Robin Nolan, Paul Mehling, Jon Larsen, Tcha-Badjo, Fabio Peron, Fernando César, Luciano Magno, Bruno Migotto, Aquiles Moraes, Rui Alvim, Eduardo Neves, Marcio Bahia, Itiberê Zwarg, Ajuriña Zwarg, Vinicius Dorin, Rudolfo Bado, Dario Napoli, Walter Coronda, Jazz Cigano Quinteto, Eva Scholten, entre outros.


E N T R E V I S T A  com  M A R C E L O  C I G A N O 


* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche



Com quantos anos você começou a tocar?

M.C - Comecei a tocar aos 8 anos de idade.


Como e quando começou a tocar jazz manouche?


M.C - Comecei em 2011, até esse período não tocava jazz manouche, minha família vem da Sérvia e temos outro estilo de música como os Balkans.


Quais são suas influências?

M.C - Richard Galliano, Bireli Lagrene, Rosenberg Trio, Ionica Munune, Dominguinhos, Lodovic Beier, Rafael Rabello e outros


Qual sua visão sobre o jazz manouche no Brasil?


M.C - O Jazz Manouche teve um bom crescimento nos últimos anos, creio que o festival de Jazz Manouche de Piracicaba tenha ajudado a divulgar o estilo.


E pro futuro .Quais seus projetos ?

M.C - Novo disco com meu quarteto com Fábio Torres como convidado especial, também tenho trabalho de Tango chamado de Piazzolla a Gardel. No jazz manouche faço uma participação no cd de Irene Ypenburg, que conta com participações de Paulus Schaffer e Stochelo Rosenberg. 
Os projetos continuam com grandes parceiros do Jazz Manouche no Brasil: Vinícius Araújo, Mauro Albert, Bina Coquet, Jose Fernando, Florian Cristea, Israel Fogaça, Ernani Teixeira, Sebastian Abuter e Danilo Viana, todos num trabalho que pretendo realizar chamado "Django Brasil All Star".





segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Paulus Schäfer - Entrevista

Nascido em 1978 é hoje um dos mais talentosos guitarristas de Gypsy Jazz da Holanda. Nascido em uma comunidade holandesa de Sinti (cigano), ele aprendeu a tocar violão muito cedo. Paulus lançou seu álbum de estréia Into the Light.em 2002 e depois disso gravou outros e fez participação em álbuns de diversos artistas. Frequentemente divide o palco com outros músicos como: The Rosenberg Trio, Biréli Lagrène, Stochelo Rosenberg, Al Di Miola, Fapy Lafertin, Stephane Wrembel, Jimmy Rosenberg, Tim Kliphuis, Feigeli Prisor, Andreas Öberg. , Olli Soikkeli, Gonzalo Bergara, Gaguenetti Ritary, Jan Kuiper, Jan Akkerman, Damir Kukuruzović etc. 
 
Paulus tem um estilo particular, fácil de reconhecer, e embora todos os álbuns de Paulus sejam fiéis a um som distinto de Gipsy Jazz / Swing; Paulus está sempre procurando um novo som moderno. Não apenas para ampliar seus próprios horizontes, mas também para um som mais representativo do Jazz Gipsy para o século XXI.


E N T R E V I S T A  com  P A U L U S  S C H A F E R 

* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche



Quantos anos você começou a tocar?

P.S - Parece que nasci com uma guitarra nas minhas mãos. Eu acho que eu tinha 5-6 anos eu estava
seriamente tocando guitarra. Com a idade de 7 anos eu pude tocar minha primeira música "Dark Eyes". Meus irmãos mais velhos tocam violão, meu pai toca violino, minha mãe e minhas irmãs cantam e estou naturalmente envolvido na música pela vida familiar. Então eu nasci com música; era inevitável. É como respirar, você não pensa isso acontece. Na nossa comunidade, você simplesmente cresce com um movimento cigano. Há sim música todos os dias. É um processo contínuo; Você constantemente tenta melhorar o seu jogo.Você ouve músicas do Django Reinhardts: LPs, cassetes de música, e você pratica, prática, prática… Não estudamos no conservatório. É ensinado de pai para filho, tio ao sobrinho. Minha família é a inspiração que minha família é de fato a essência da
swing cigano. E Django Reinhardt também era cigano (Sinti).


Quais são suas influências?

P.S - Eu te disse que é o nosso modo de vida. Principalmente um grande guitarrista e professor do Sinti Wasso Grünholz influenciou nosso desenvolvimento musical. Eu escutei ele tocando em sua
caravana, ouvindo as mais belas melodias. Então eu corri para a nossa própria caravana e
tentou copiar o que ouvi. Claro, muitas vezes eu assisti ele jogar e também, eu perguntei a ele
muitas questões. Eu não precisava de motivação externa. Para minha família e para mim fazendo
a música é um dado. É uma forma de felicidade que você simplesmente não pode evitar. O mais importante foi o dia que Wasso disse: "Agora eu quero ouvir Paulus!" Ele me estimulou a encontrar meu próprio estilo.
Stochelo Rosenberg abriu as portas para o mundo com sua música, e ele nos mostrou que o estilo de jazz cigano holandês está sendo apreciado em todos os lugares. Isso me encorajou a também me colocar lá fora e começar minha própria banda. É também assim que Mozes Rosenberg encontrou seu caminho para o jazz. Claro, seu irmão mundialmente famoso Stochelo Rosenberg também foi uma grande inspiração e professor.


Qual guitarra e cordas você prefere?

P.S - Todas as minhas guitarras são feitas à mão por um Luthier. Hoje em dia estou tocando na minha guitarra do JWC construir por Jeongwoo Cho. Para mim, é importante que o luthier tenha projetado o braço do instrumento aos meus desejos especiais. Claro, você conversa várias vezes com ele para fazer isso e, claro, deve ter um som quente. Eu joguei AJL e eu tenho uma guitarra feita por
Vadim Stankevicius. Eu estou sempre tocando com cordas de Galli.


Quais são seus projetos futuros ?

P. S - Nós apenas olhamos para hoje; amanhã é outro dia. Vamos ver onde estaremos jogando então. Nós, todos nós, somos modestos quando pensamos nisso. O que as pessoas lembram não de nós, mas nossa música. Atualmente estou tocando com meu próprio trio com Jacco van Santen (saxofone) no Djangofollies em Bruxelas, Dominique Paats (acordeão) no Royal Opera House em Mumbai, Nicola Giammarinaro (Clarinete) Fete de la Musique Toulouse França e Django Festival em Estocolmo , Tim Kliphuis (violino) no Daejeon Guitar Festival Korea. Etc
É divertido tocar em uma banda: Paulus Schäfer / Joost Zoeteman Quartet, Five Great Guitars - um projeto cigano africano. Com o Olli Soikelli da Finlândia, estou tocando no Hot Club d'Europe. Em maio deste ano, temos um concerto no Khamoro Roma Festival em Praga. Quase todos os meses eu organizo Paulus convida com músicos incríveis como Stochelo, Mozes e Johnny Rosenberg, Olli Soikelli, Trio Rosenberg, Eddy Conard, Koen de Cauter, Dario Napoli Trio, Dominique Paats, Trio Tim Kliphuis, Três “o” Trommelen, Jan Kuiper, Herbie Guldenaar, Thomas Baggerman e Eva sur Seine, Tim Welvaars, etc.
Todos os anos organizamos Sinti Jazz Guitar Camp com participantes de todo o mundo: Austrália, EUA, Reino Unido, Espanha, Itália, Noruega, República Checa, etc. Parece que minha vida atual é um projeto total.




Como é a cena do gypsy jazz na sua cidade?

P.S - Minha família mora em Nuenen, uma pequena aldeia no sul da Holanda, mas o coração do jazz cigano bate aqui muitos e muitos anos. Aqui vivem Waso, Stochelo, Mozes, Johnny, Feigeli e muitos outros guitarristas de destaque. Nuenen é a capital mundial do jazz cigano! Nós organizamos aqui Paulus convida, Sinti Jazz Guitar Camp e todas as noites você ouve a música que vem das caravanas no acampamento cigano.




Que mensagem você pode deixar para os guitarristas que estão começando em neste estilo?

P.S - É importante ter paciência e praticar muito, brincar juntos e improvisar. Não tenha medo de cometer um erro, porque é disso que você aprende. Não desista da prática e, especialmente, faça isso com prazer. Fazer música é divertido!









sábado, 16 de fevereiro de 2019

Taraf de Haidouks

O Taraf de Haïdouks é considerado como o epítome da fabulosa vitalidade da música cigana. Participaram de filmes como Latcho Drom e viajaram incansavelmente por todo o mundo, lançaram álbuns aclamados e um DVD, e seus inúmeros fãs incluem pessoas como Yehudi Menuhin, Pina Bausch, Kronos Quartet (com quem gravaram e tocaram), o ator Johnny Depp ( ao lado de quem eles apareceram no filme "The Man Who Cried"), o estilista Yohji Yamamoto (que os convidou para ser modelos-cum-músicos para seus shows em Paris e Tóquio) e muitos mais. Enquanto isso, os membros da banda parecem ter sido relativamente pouco afetados por toda essa atenção e fama, eles mantiveram seu modo de vida simples (eles ainda residem em sua modesta vila de Clejani, na zona rural de Valachian). 


O Taraf de Haïdouks é um grupo de ciganos “Lautari” (músicos tradicionais) que vêm da pequena aldeia romena de Clejani. Uma dúzia de instrumentistas e cantores brilhantes, com idades que variam de 20 a 80 anos, nunca se apresentaram fora de sua região antes de serem “descobertos” por Stéphane Karo e Michel Winter, dois jovens fãs belgas que se apaixonaram por sua música durante um viagem para a Romênia em 1990, e quem decidiu tentar compartilhar essa paixão com o resto do mundo ... Lançado em 1991, seu primeiro álbum ("Musique des Tsiganes de Roumanie"), introduziu ouvintes ocidentais para o rico mundo musical de os ciganos romenos, que incluem baladas medievais, melodias de dança de sabor turco dos Bálcãs e inflexões vocais características que lembram as origens do povo cigano no subcontinente indiano. 


O álbum foi recebido com entusiasmo pelo público e pela mídia. Ele imediatamente liderou o European World Music Chart, e o Taraf de Haîdouks começou a excursionar por toda a Europa. Seu calor, sua excentricidade e seu prazer de tocar rapidamente conquistaram até mesmo o público mais blasé. Eles provaram estar igualmente à vontade nas salas de concerto, nos palcos de grandes festivais (Montreux, Womad, Bourges, Roskilde, o Barbican Centre, etc.) ou durante as suas sessões de tocar e de dormir durante toda a noite em bares ou nas ruas. 
O nome escolhido pela banda presta homenagem aos Haïdouks, os lendários ladrões de Robin Hood que são heróis de muitas baladas medievais que fazem parte do repertório do Taraf (como para 'Taraf', significa simplesmente 'orquestra', assim ' orquestra de bandidos honrados ...). 


O músicos do Taraf evoluiram gradualmente: novos músicos e cantores se juntaram à banda (violonista Costica, contrabaixista Viorel, vocalista Pasalan, acordeonista Marin Manole), clarinetista búlgaro Filip Simeonov (que foi convidado para a gravação de "Band Of Gypsies"). Quatro dos membros mais velhos do Taraf faleceram (Ion Manole, Ilie Iorga, Neacsu e Cacurica). E agora uma 3ª geração de jogadores começou a se juntar à banda, já que os filhos de Caliu, Costica e Viorel - todos músicos brilhantes em seus vinte e poucos anos assumem a responsabilidade de perpetuar o legado. 





Jose Fernando Seifarth - Entrevista


José Fernando Seifarth, nascido em São Paulo, violonista e compositor, cofundador do grupo Hot Club de Piracicaba - HCP (2008) e idealizador do Festival de Jazz Manouche de Piracicaba. A profissão de juiz de direito não o impede de ser um músico versátil que transitanda pelo jazz manouche, passando pela country music e também tocando com sua Fender stratocaster o bom e velho rock n roll.

Lançou dois álbuns com o Hot Club de Piracicaba "Jazz a la Django" e "Quinteto do HCP". Lançou, ainda, o álbum "Nashville Sessions", gravado nos EUA com o Hot Club de Nashville. Participou dos álbuns "chama" e "caravane" do grupo campineiro Hot Jazz Club, e do "45 anos de estrada", da prestigiada Traditional Jazz Band.

Apresentou-se com Bina Coquet nos festivais internacionais de jazz manouche em Amsterdam (Holanda), Medellin (Colombia), Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina) e Langley (Estados Unidos).


E N T R E V I S T A  com  J O S É   F.  S E I F A R T H 

* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche


1-Com quantos anos v começou a tocar?

J.F - Iniciei meus estudos de violão bem jovem, com 7 anos de idade. Inicialmente, estudei violão erudito com aulas bem formais em um conservatórío musical no bairro da Lapa, em São Paulo, chamado “Frutuoso Viana”. Depois de quatro anos, estudei um pouco de piano, mas definitivamente não era o meu instrumento (rs). Comecei estudar violão popular, guitarra e contrabaixo com o Professor Almiro. Fiz algumas aulas com o Sandro Haick também. Depois, tornei-me autodidata no estudo do country, especialmente o fingerstyle de Doc Watson e Merle Travis, utilizando-me de vídeos aulas da homespun tapes. Era muito difícil pedir estes vídeos, escrevendo cartas para os EUA e solicitando pelo correio. A internet, definitivamente, revolucionou o sistema de ensino e passou a nos oferecer imenso material de estudo. Fiz aulas com Otiniel Aleixo e, agora, pretendo me aprimorar em ritmos brasileiros com o Professor Marcos Moraes.


2-Como e quando você começou a tocar jazz manouche?

J.F - Depois de me formar em Direito e ingressar na magistratura, fiquei por alguns anos totalmente afastado da música. Porém, percebi que não poderia jamais deixar de tocar guitarra e recomecei, estudando country. Foi por meio do Cidão, baterista da Traditional Jazz Band e pai de minha colega de turma Marcinha, que fui apresentado à música do Django Reinhardt. Isso ocorreu em torno de 2000/2001, pelo que me lembro. Fiquei apaixonado pela música do Django. Alguns anos depois, resolvi ir aos EUA comprar um violão cigano (eles não existiam no Brasil à época) e adquiri alguns livros e DVDS didáticos de John Jorgenson, além da vídeo aula de Paul Mehling. Comecei a estudar o jazz manouche como autodidata e não parei mais. Apesar da falta de tempo, tento sempre estar em contato com o meu violão cigano. Vários amigos músicos deram-me verdadeiras “aulas particulares”, muito preciosas, como Bina Coquet e Robin Nolan. Acabei optando por ser um violonista de “la pompe”, a importante parte rítmica do jazz manouche. Ouço o tempo todo os grandes músicos, e sempre que tenho oportunidade, observo ao vivo a forma deles tocarem.


3-Quais são as suas influências?

J.F - Muitos músicos foram definitivos na minha formação e linguagem musical, relevando que eu não toco apenas jazz manouche, mas também rock, country e blues. O primeiro deles foi Mark Knopfler. Foi um desafio estudar, nota por nota, o solo de sultans of swing, quando eu ainda tinha 13 anos de idade. O segundo foi Chet Atkins. Gosto muito deste guitarrista, de seu estilo e de sua história. A partir dele, descobri Merle Travis, Doc Watson, Tommy Emmanuel e Richard Smith, tendo me tornado grande amigo deste último. No rock, minha referência sempre foi o guitarrista do Deep Purple Ritchie Blackmore, no blues B.B.King e Charlie Christian, no jazz, Barney Kessel e no manouche, Django Reinhardt, Romane e John Jorgenson. Ernani Teixeira, Benoit Decharneux e Bina Coquet tiveram grande impacto em minha formação no jazz cigano, tendo me ajudado muito em minha evolução como violonista rítmico. Atualmente, os ingleses Robin Nolan e Richard Smith são os músicos que mais me influenciam. São estudiosos, criativos, preocupados com a excelência em suas carreiras e muito acessíveis. São exemplos a serem seguidos.


4-Qual a sua visão sobre o jazz manouche no Brasil?

J.F - Lembro-me quando decidi formar o meu grupo, o Hot Club de Piracicaba, em 2008. À época, havia no Brasil poucas bandas. Recordo-me, no estado de São Paulo, do Hot Club do Brasil (SJ Campos) e Hot jazz Club (Campinas). A Traditional Jazz Band, apesar de tocar o jazz tradicional, incentivou-nos muito na empreitada com a nova banda. Conheci, logo depois, Mauro Albert, que tocava o estilo no sul do país e fiquei amigo de Benoit Decharneux, Ernani Teixeira e Marcelo Modesto, que tinham mais experiência com o jazz cigano. De lá prá cá, quanta coisa aconteceu. O festival de jazz manouche, iniciado em Piracicaba há 7 anos atrás, foi, sem dúvida, um divisor de águas: por sua causa, passaram a vir ao Brasil músicos europeus, americanos e sul-americanos que tocam o jazz cigano e houve uma maior integração dos grupos nacionais.

O jazz manouche brasileiro foi tomando corpo, com artistas fazendo música autoral, usando elementos da música nacional (Bina, Mauro, Jazz Cigano Quinteto, Seo Manouche, Gypsy Jazz Club). Surgiram vários grupos no Rio, Minas Gerais, Brasília, Espirito Santo, Paraná. Hoje, pode-se dizer que há músicos tocando este estilo na maioria dos estados brasileiros. Há belos álbuns disponíveis em CD ou no spotify, como os gravados por Mauro Albert e Louis Plessier, Gypsy Jazz Club, Bina Coquet, Jazz Cigano Quinteto, Almanouche, Seo Manouche, Epoti, Hot Jazz Club, Marcelo Cigano, só para exemplificar. O meu grupo, Hot Club de Piracicaba, recentemente lançou um álbum com participação de Robin Nolan, Howard Alden, Paul Mehling, Florian Crisitea, Sandro Haick, Eduardo Bologna, dentre outros. Na minha opinião, o movimento do jazz manouche brasileiro, que adquiriu maior vigor nos últimos 6 anos, é genuíno e original. O reconhecimento da importância do jazz manouche brasileiro está no fato de Jon Larsen convidar artistas daqui para fazer parte da Hot Club Records e inserir músicas nas coletâneas, e também do convite de Bina Coquet trio para representar o Brasil nos prestigiados festivais DjangoNW (Langley/EUA) e Django Amsterdam (Holanda). Além disso, podemos ver o grande interesse do SESC de várias regiões em promover o gypsy jazz, com realização de shows ou pequenos festivais. Tive o privilégio de tocar jazz manouche com artistas brasileiros ou estrangeiros que vivem aqui do Brasil, como Marcelo Cigano, Florian Cristea, Mauro Albert, Hot Jazz Club, Hot Club de Piracicaba, Jazz Cigano Quinteto, Roda Romani Trio, Benoit Decharneux, Bina Coquet, Flavio Nunes, Sebastian Abuter, Nando Vicencio, Danilo Viana, Thadeu Romano, Daniel Grajew... Espero em breve conhecer pessoalmente o Manouche Carioca e o Gypsy Jazz Club, dois grupos que vêm se destacando muito no cenário nacional, e os vários outros artistas existentes no Brasil! Há ainda cantoras que estão se dedicando (e muito bem) a este estilo, como Lucia Zorzi, Giuliana Nogueira, Pa Moreno e Mônica Mariano (isso só falando no estado de São Paulo). O que dizer? Eles todos são o exemplo de que se faz jazz cigano sério e de excelente qualidade no nosso país, a despeito de não termos tradição de tocar este estilo musical.


5- Quais são os seus projetos futuros?

J.F - No ano passo, fizemos um excelente intercâmbio com artistas da Argentina, Chile e Colômbia. Quero continuar a conhecer grupos brasileiros e internacionais e participar de festivais internacionais. Neste ano de 2019, Robin Nolan deve voltar ao Brasil e eu terei o prazer de acompanha-lo. Também aguardo o término do livro de Henrique Inglez de Souza sobre o “jazz manouche brasileiro” e programo um novo álbum do Hot Club de Piracicaba, com participação de convidados.

+info: https://hotclubdepiracicaba.com.br/





quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Wawau Adler - Entrevista


Umas das grandes referências da cena atual Wawau Adler é um guitarrista extremamente respeitado na cena do Jazz Manouche.

Nascido em 1967 em Karlsruhe, Alemanha, começou a tocar violão aos nove anos de idade e tocou seus primeiros shows com 13. Até os 19 anos ele se dedicou ao jazz manouche ou gypsy-swing na tradição de Django Reinhardt - mais tarde ele também se voltou para outros estilos de jazz como mainstream, bebop, jazz rock e jazz-house.


E N T R E V I S T A  com  W A W A U   A D L E R 

* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche



Quantos anos você começou a tocar?

W.A - Eu comecei a tocar com 9 anos.



Quais são suas influências?

W.A - Django Reinhardt, Frank Sinatra, Wes Montgomery, George Benson e Charlie Parker são meus heróis.



Qual guitarra e cordas você prefere?

W.A - Eu toco com guitarras estilo Django, Gibson Super V e uma Guild Artis Award. Atualmente estou usando um Selmer o n 828.



Quais são seus projetos futuros?

W.A - Em maio faço uma grande turnê com Marian Petrescu - Piano, Joel Locher - Bass e Guido May na bateria. A tour é na Alemanha, Áustria e Suíça .




Como é a cena da música gypsy jazz na sua cidade?

W.A - Na minha cidade Karlsruhe é o Gypsy jazz não popular.



Que mensagem você pode deixar para os guitarristas que estão começando nesse estilo?

W.A - Para os iniciantes... viva a música. tente tocar com se estivesse falando.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Selmer 503 - A lendária guitarra de Django!

Django Reinhardt conseguiu um contrato de patrocínio com Selmer, então muitas guitarras Selmer passaram por suas mãos (ele vendeu ou distribuiu muitas delas). Existem 2 guitarras que temos certeza que pertenciam ao Django mais permanentemente No.503 e no. 704. A guitarra de No.503 veio em posse de Django em 1940 e ele tocou com essa até sua morte em 1953. A guitarra está em exibição no Museu do Louvre em Paris.
Django Reinhardt gostava de cordas leves 0.10 a 0,46 ) geralmente Savarez argentines, e tocava com as palhetas mais grossas que ele encontrava, na maioria das vezes usando palhetas feitas de casco de Tartaruga. Selmer parou de produzir guitarras em 1952.

As guitarras Selmer, eram consideradas 'duras', com a ação de cordas bem altas e difíceis de tocar, Django definitivamente desenvolveu um estilo para se adequar a esse instrumento, embora ele tocasse outras guitarras antes do Selmer . O primeiro Selmer foi lançado em 1932 , e Django conseguiu sua primeira guitarra Selmer em 1934 . Então seu estilo já estava definido naquele momento. Há histórias sobre quando ele veio para a América sem uma guitarra, porque ele imaginou que os americanos estariam fazendo fila para emprestar guitarras para ele tocar, como era de costume na Europa. Bem, isso não aconteceu, então o Gerente da Turnê do Duke garantiu um Gibson ES-330 com uma captador P-90 , e ele ficou realmente chateado.Ele escreveu de volta ao seu gerente: "Não fale mais comigo sobre guitarras americanas de lata !"

As guitarras Selmer tinham sua construção de forma simples, muitas vezes com lateral e fundo de madeira laminadas mas hoje custam milhares de dólares e são como o violino Stradivarius para os guitarristas de jazz manouche, o santo Graal.


Um video com análise microscópica da lendária Selmer 503 de Django Reinhadt! 


Bina Coquet - Entrevista

Bina Coquet é Vinicio Dutra Coquet, nascido em 11 de Janeiro de 1973 na cidade do Rio de Janeiro, no mesmo ano seus pais mudam-se para São Paulo.
Seu primeiro registro fonográfico foi o Som da Demo pelo Sesc (1995), como Vinicio Bina Quinteto.
Conheceu o pianista e organista Ehud Asherie, durante sua estadia na cidade de Nova York, onde mantém um trabalho até hoje, lançando 2 CDs denominado Bina & Ehud - Samba de Gringo(2005) e Samba de Gringo 2 (2007) em 2008 a dupla esteve no festival de Quebec e mais recentemente 2015 no festival “Chorando Sem Parar em São Carlos!”

 Já decidido a se dedicar ao violão  manouche como instrumento principal logo começou a se destacar  na fusão de Jazz Manouche com música brasileira. 
    Já trabalhou com Seu Jorge, Wilson Das Neves, Céu, Dona Inah, Trio Mocotó, Robin Nolan, Howard Alden, Richard Smith, Paul Mehling, Choro Ensemble, Anat Cohen, Seleno Clarke, Aria Hendrix, Alexandre Ribeiro, Arismar do Espirito Santo, Banda Mantiqueira, Lincon Olivetti, Roberto Sion, Rosa Maria, Curumim, Zeca Baleiro, Eva Sholtten, Tcha Badjo etc 

Em 2017 com seu trio Bina se apresentou no Django Reinhardt Gypsy Jazz Festival de  Amsterdã ao lado das principais feras da atualidade do estilo,  além de bares em Paris, Bruxelas e Berlim, também esteve festival da Colômbia, Chile ,Argentina, e no maior festival do gênero nos Estados Unidos (Django northwest Fest 2018)

E N T R E V I S T A  com  B I N A  C O Q U E T 


* Entrevista exclusiva para o blog Guitarra Manouche



Com quantos anos você começou a tocar?

B.C - Comecei a tocar com 10 anos


Como e quando começou a tocar jazz manouche?

B.C - Ouvi do Garoto uma gravação de tico tico no fubá que lembrou Django , embora não conhecer muito sobre ele na época e comecei por volta de 2010, coincidentemente nos 100 anos de Django.


Quais são suas influências?

B.C - Django Reinhardt, Dino 7 Cordas , Bola Sete e Oscar Alemán.


Qual sua visão sobre o jazz manouche no Brasil?

B.C - Minha visão é que no Brasil, acho que embora tímida o interesse tem crescido.


E pro futuro .Quais seus projetos ?

B.C - Bom , pro futuro penso em continuar divulgando o estilo popularizando e mesclando com ritmos brasileiros.




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Titi Winterstein

Titi Winterstein, foi um virtuoso violinista alemão que aos oito anos de idade começou a tocar guitarra ensinado por seu pai, Tokeli Winterstein , um dos poucos sobreviventes do Holocausto nazista de sua família, mais tarde passou a se dedicar ao violino;

Em 1972 o guitarrista de Berlim Häns'che Weiss o leva ao seu recém-fundado quinteto, Titi tem 15 anos. Com seu toque fresco e impetuoso no violino, ele emocionou o público, a imprensa é celebrada como um "prodígio". Häns'che Weiss e Titi Winterstein como solistas de destaque são uma equipe ideal, apoiada pelos guitarristas de ritmo extremamente oscilante Holzmanno e Ziroli Winterstein, bem como Hojok Merstein, que desenha a linha de base sólida no contrabaixo.

Cinco álbuns no formato LP no período de 1973 a 1978 documentam o trabalho intensivo e bem sucedido desta formação. A única mudança de line-up: Em 1976, o brilhante Lulu Reinhardt (guitarra) é adicionado como outro solista para o Holzmanno se aposentar.

Os cinco anos com o Quinteto Häns'che Weiss foram repletos de experiências e extensas turnês de concertos para o grande violinista que não sabia ler música. Um grande número de compromissos levou o grupo a quase todos os países da Europa Ocidental. Os concertos conjuntos desempenharam um papel muito especial para Titi (Düsseldorf, Berlim, Munique, Stuttgart, 1977). com o famoso violinista Stephane Grappelli, o companheiro do brilhante Django Reinhardt nos dias do Hot Club de France. Stephane Grappelli, acompanhado pelo Diz Disley Trio e pelo Hän'sche Weiss Quintet, cada um nega uma parte do concerto para se unirem como o destaque da noite para uma sessão quente em que o musical pergunta-respondendo jogo dos dois violinos virtuosos da audiência é celebrado com
entusiasmo.

Häns'che, Titi, Lulu, Ziroli e Hojok foram agraciados com o Prémio de Gravação Alemã pelo seu quinto LP "Cinco Anos de Música Cigana Alemã" em 1978. O júri justificou a decisão afirmando que entre os registos tradicionais apresentados, era "menos de tradição" como preservação, reprodução significa, mas a tradição "vive" como uma expressão vital da tradição ininterrupta da música cigana ".
Até às gravações do terceiro LP "Djinee Tu Kowa Ziro" (1985), quase cinco anos estão repletos de concertos e aparições em festivais no país e no estrangeiro, bem como envolvimento na causa da participação dos Sinti e da Roma. a "Lagarta Verde" na campanha eleitoral e a iniciativa da corrente humana do movimento pela paz Stuttgart-Ulm. O jovem e grande acordeonista Klaus Bruder agora pertence ao quinteto, assim como Geisela Reinhardt (guitarra solo), o irmão mais novo Lulus. E no repertório do grupo aparecem mais e mais composições originais dos músicos.

Um dos destaques da carreira de Titi Winterstein é o encontro com Yehudi Menuhin, que convida o Sinto a Bruxelas para participar da gala "Todos os Violinos do Mundo" (1993). Uma gravação deste evento - no Yehudi Menuhin, Stephane Grapelli, dr. L.Subramaniam e o Quinteto Titi Winterstein participam - aparece como um CD.Pouco tempo depois, Yehudi Menuhin sugere que Titi seja incluído em um programa de televisão produzido pela ZDF para o canal cultural franco-alemão ARTE sobre a cultura de judeus e ciganos (1993).

Nos anos seguintes, Titi Winterstein e seus primos Ziroli e Holzmanno Winterstein, assim como o baixista Banscheli Lehmenn, fizeram convites para muitos festivais de renome na França, Itália, Suíça, Áustria, Hungria e República Tcheca. Eles tocam no Castelo Bellvue, a residência do então presidente federal Johannes Rau.Günter Grass, que faz campanha pelos Roma e pelo Sinti, convida Titi Winterstein várias vezes, mais recentemente em outubro de 2007, para uma cerimônia em Göttingen, por ocasião do 80º aniversário do Prêmio Nobel.
Titi Winterstein (nascido em 25.10.1956) morreu na madrugada de 13 de junho de 2008 aos 51 anos de idade devido às conseqüências de uma doença grave.




segunda-feira, 29 de outubro de 2018

6 FESTIVAL INTERNACIONAL DE JAZZ MANOUCHE DE PIRACICABA

Entre os dias 21 e 25 de novembro vai acontecer a sexta edição do Festival de Jazz Manouche de Piracicaba, o mais importante festival dedicado ao estilo da América do Sul, o festival que já teve artistas como Robin Nolan, Jon Larsen, Dario Napoli e diversos outros, nesse ano o festival tem como artistas convidados músicos da Argentina, Chile e Colômbia que se dedicam ao estilo.


Acontecerão concertos no teatro do Sesc Piracicaba entre os dias 21 e 24 e no dia 25 o "grande concerto" tradicionalmente no belíssimo teatro do engenho com diversos artistas e grupos. Nas edições mais recentes o festival tem acontecido na área externa do teatro com palco ao ar livre em meio a natureza com food trucks e uma super estrutura e organização.Em algumas noites podem ocorrer jam sessions  no bar primo Luiz. E nos dias 23 e 30 alguns concertos acontecem no jazz nos fundos em São Paulo.

Com uma grande honra represento o Brasil com o Mauro Albert Quarteto nesse intercâmbio Gypsy Jazz da América do Sul no dia 21.11 no teatro do Sesc Piracicaba.

https://www.sescsp.org.br/programacao/76017_3+FESTIVAL+DE+JAZZ+MANOUCHE#/content=programacao



Programação Completa

21.11 - Mauro Albert Quarteto
22.11 - Ricardo Pellican, Federico Felix e Fran Siegle - Argentina
23.11 - Los Temibles Sandovales - Chile
24.11 - Mereder Swing = Colômbia

25.11 - Teatro do Engenho

1- Hot Club de Piracicaba 

2 - Merender Swing (Medellin/Colômbia)

3 - Federico Felix (La Plata/Argentina) e Mauro Albert (Florianópolis/Brasil),
com Nando Vicenzio (baixo), Sebastian Abuter (clarinete) e Thadeu Romano (acordeon).

4 - Fran Seglie (La Plata/Argentina) e Bina Coquet (SP),
com Florian Cristea (violino) e Danilo Viana (baixo), Fernando (violão).

5.- Jazz Cigano Quinteto (Curitiba/Brasil)

6- Ricardo Pellican (Buenos Aires/Argentina) e Sandro Haick (São Paulo/Brasil),
com Gilberto de Syllos (baixo) e Marcelo Cigano (acordeon).

7- Los Temibles Sandovales (Concepción/Chile)

E nos dias 23 e 30.11 a temporada de concertos relacionados ao festival se estende a capital Paulista no Jazz nos Fundos:

23.11 - Marcelo Cigano e Vinicius Araújo, Ricardo Pellican, Federico Felix e Fran Siegle com Lucia Zorzi, Bina Coquet e Danilo Viana.

30.11 - Bina Coquet Quarteto e Los Temibles Sandovales no Jazz nos Fundos na capital Paulista.


Vida longa ao Festival de Jazz Manouche de Piracicaba !